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Mercado




07 dez / 2012

 

Difícil esgotar um assunto polêmico dentro do que chamamos de “mercado de entretenimento”, principalmente quando o foco são os altos cachês cobrados por artistas e seus empresários ou agências. Além de ser um tema extenso de natureza – dado que existem inúmeros segmentos dentro do que chamados “mercado de entretenimento” – há pontos de vista distintos no que diz respeito à polêmica central: dos artistas, dos empresários, dos contratantes e dos produtores.

Há alguns dias, Leid Carvalho, gestora da rádio Módulo FM, de Patrocínio, falou um pouco sobre o assunto. Engajada nesse mercado, Leid promove na cidade diversos eventos de música sertaneja, já que a emissora só toca esse estilo musical. Afirma, em sua entrevista (leia na íntegra clicando aqui) que “os cachês estão surreais e acredito (…). Alguns escritórios não priorizam a relação com rádios e a longevidade da carreira do artista, querem retorno imediato. Estão sendo feitos investimentos gigantescos sem estratégia o que cria uma busca pelo retorno rápido que atropela e instabiliza ainda mais o mercado”.

Podemos citar uma infinidade de rádios em Minas Gerais que sofrem com o mesmo problema; se inserem no mercado de entretenimento, promovendo eventos nas cidades onde estão localizadas (além de contribuírem para a divulgação de shows, músicas e artistas) e, apesar de terem em mãos uma poderosa ferramenta de publicidade, o valor dos cachês cobrado pelos artistas ou por seus empresários e agências, somados aos altos custos de transporte e produção, acabam tornando os eventos tão caros quanto arriscados, fatores que desanimam até quem trabalha há anos no segmento de entretenimento.

Beatriz, gestora da rádio Mundo Melhor de Governador Valadares, compartilha da mesma opinão e acrescenta que “os altos custos: cachê  dos artistas,  transporte caro,  principalmente o aéreo, as exigência  dos empresários, o grande número de pessoas envolvidas no show, taxas de Ecad, corpo de bombeiros, ISS, (…) publicidade…” são alguns dos fatores que tem dificultado a produção dos eventos, aumentando demasiadamente seus custos, além dos próprios custos de infraestrutura – tais como palco, luz, som, locação do espaço, dentre outros. E acrescenta: “[sobre o valor dos cachês]… fazem para as emissoras os mesmos valores que cobram para  qualquer  produtor de evento”. Justo? As emissoras acreditam que não, pois a divulgação que fazem dos artistas e de suas músicas é diária e não cessa, ao contrário dos produtores, cuja divulgação é pontual e termina ao final do evento. “Não valorizam o tanto que  a emissora divulgou o nome e as músicas deles”, diz Beatris.

Tem gente que já faz um movimento no sentido de tentar minimizar o impacto dessa “supervalorização” dos cachês. Como? Fazendo eventos menores, contratando artistas locais e menos consagrados. “Os shows grandes ficam por conta das prefeituras, de quem tem muito dinheiro pra investir e arriscar ou que tem patrocínio. Se não for assim, fica difícil, porque é um risco grande”, diz um profissional do setor que não quis se identificar.

Algumas produtoras de eventos renomadas, principalmente das capitais, consegeum ter um maior poder de barganha. São poderosas e conseguem levar um público considerável independente da fama do artista. Claro que, para isso acontecer, são anos de experiência em eventos – alguns bem sucedidos, outros nem tanto – e de publicidade acertada: conseguiram, ao longo do tempo, consolidar a marca da empresa no mercado, que passa a funcionar como “selo de qualidade”:  “se for evento daquela produtora, eu vou porque é bom”, pensariam as pessoas, nesse caso. Podemos citar algumas: Nó de Rosa e DM Promoções, em BH.

Mas voltando ao assunto dos cachês: por que são assim, tão elevados?

De um lado, há quem pague cachês estratosféricos. Um exemplo: nas “exposições” ou festas da cidade, quando há investimento das prefeituras nos eventos, dificilmente se questiona o valor do cachê. “Bom é fazer evento pra prefeitura; garantia de um bom preço e o recebimento é certo, ainda que demore”, acrescenta o “anônimo”. Outro exemplo, é quando o artista traz muito público, o suficiente para gerar uma receita ainda maior que as despesas do evento. Marisa Monte, para citar um nome, lotou 3 dias de show no Palácio das Artes, em BH e 1 dia de show em Uberlândia, com ingressos no valor mínimo de R$ 150,00 (meia-entrada); trata-se de um público diferenciado, que paga mais caro pelo espetáculo. Aí o risco é calculado e dificilmente um show como este gera prejuízo.

Do outro lado, estão os artistas e seu empresários ou agências que alegam, com razão, do tempo e dinheiro investido na carreira até que seja alcançada a fama e se possa cobrar um valor justo pelo trabalho realizado. Nos depoimentos de cantores consagrados, em grande parte das vezes escuta-se estórias de dificuldade e perseverança, como é o caso do cantor Naldo (antes MC Naldo), que revelou ao Faustão como era sua vida antes da Fama: pobreza, dificuldade e incertezas. Agora, até abriu sua própria agência para gerir sua carreira, a Benny Entertainment. Se pararmos para pensar, com o passar dos anos esses cantores – que muitas vezes cantavam em bares pequenos ou casas noturnas em suas cidades, ganhando mixarias – gastaram muito dinheiro com aulas, treinos, instrumentos musicais, promoção, divulgação do trabalho, profissionalização e marketing artístico. Há muito dinheiro e tempo por trás de um grande sucesso: o qual é preciso ser recuperado.

Depois de receber de volta todo o investimento de anos, o artista ou o gestor de sua carreira querem – claro – receber o bônus de tanto esforço, e o mercado ajuda: passam pra lista dos cachês estratosféricos, já que suas imagens passam a valer muito perante a mídia e a população. Vale lembrar também que o valor do cachê não vai inteiramente para os artistas: é preciso pagar a equipe que está por trás de tudo: músicos (banda), holdies, carregadores, produtores e todas as pessoas envolvidas no evento, que “fazem a engrenagem funcionar”.

Mas o mercado está mudando. Estamos em meio de uma crise econômica, que também afeta esse mercado e, portanto, a disposição para se correr riscos tende a ser ainda menor. “O mundo artístico está passando   pelas mesmas dificuldades  de qualquer profissional. Na década de 70 e 80, podíamos contar os artistas. Hoje,  são tantos  que até para as emissoras selecionarem as  músicas, está dificil. Não cabe na programação. A competitividade acirrada  está presente no  também no mercado artístico.”, diz Beatris, da rádio Mundo Melhor. Crescem os eventos menores, de nicho, com públicos mais segmentados e artistas locais. Nesse contexto, há muitas agências e empresários que passam a trabalhar em parceria com toda a cadeia de entretenimento: shows com risco dividido, pagamento do cachê em conformidade com o resultado do evento, divisão da bilheteria. Tudo isso acontece para o mercado voltar a encontrar equilíbrio entre oferta e demanda e, consequentemente, de preços.

Esse debate está longe de estar esgotado. Mas vale lembrar que somos todos players de um mesmo mercado. Beatris diz “creio ainda na força do rádio e nós os dirigentes, precisamos nos unir, fazer valer a força que temos  e a partir daí, começarmos a  negociar melhor os nossos eventos. Temos que ser parceiros dos artistas, e não estarmos a serviço deles”.   É bom lembrar que o trabalho em parceria pode ser benéfico para todos os envolvidos.

 

04 dez / 2012

FONTE: Folha

 

 

“As empresas de entretenimento ao vivo não estão se unindo porque se amam, mas porque precisam se fortalecer em conjunto. Com a meia-entrada, o Estado faz política pública com dinheiro privado.”

A declaração feita à Folha por Leo Ganem, presidente da Geo Eventos, se refere à criação, até o final deste ano, de duas associações no setor de eventos. Uma para as produtoras de shows e musicais e outra para as empresas que comercializam ingressos.

O objetivo das associações é tentar reverter uma crise que se inicia no setor -os mais recentes sinais dela são o encalhe de ingressos e o cancelamento de shows.

O benefício da meia-entrada, que chega a atingir 90% do total da bilheteria de grandes shows internacionais, é apontado como o grande vilão do setor. Para empresários e consumidores, o alto valor dos ingressos é o maior culpado por shows cancelados ou vazios. Caso da turnê da cantora pop Madonna, que se apresenta hoje e amanhã em São Paulo. Os ingressos variam entre R$ 150 e R$ 850 (inteira).

Ainda há ingressos para os 12 setores da plateia do show de amanhã, e em nove deles do de hoje. Para diminuir o prejuízo, a T4F, responsável pela turnê, reduziu o preço dos ingressos em até 50%.

 

MEIA-ENTRADA

As associações serão criadas a fim de reduzir a proporção de meias-entradas (seja por faixa etária ou por cota) nos eventos. Ou pelo menos conseguir que os governos arquem com parte do benefício.

Segundo a Geo Eventos, 90% dos ingressos vendidos até agora para os três dias do festival Lollapalooza 2013 são meias-entradas.
Para o empresário Luiz Oscar Niemeyer, da Planmusic, a falsificação de comprovantes de estudantes torna a previsão da receita de um show “praticamente impossível”.

“Para compensar, colocamos o preço da inteira mais alto. Quem acaba penalizado com isso são as pessoas honestas”, diz Niemeyer.

Entidades de defesa do consumidor veem riscos para o público dos shows caso algumas demandas das novas associações sejam contempladas. Para Márcio Marcucci, diretor de fiscalização do Procon-SP, a limitação do número de meias-entradas show não inibiria fraudes.

“As empresas devem aumentar o controle da comprovação do direito ao benefício, na venda e no acesso aos shows, e não buscar limitações para um direito consagrado. Seria um retrocesso.”

 

CRISE À VISTA

O Brasil vive atualmente um crescimento acelerado do segmento de shows internacionais. Segundo levantamento feito pela Folha, o número de artistas e bandas estrangeiros triplicou neste ano em relação a 2010. O cenário chamou a atenção de grupos de outros segmentos. Nos últimos anos, surgiram XYZ Live (do grupo ABC, de Nizan Guanaes), IMX (de Eike Batista) e Geo Eventos (ligada à Rede Globo).

O mercado estima que as cinco maiores empresas do setor movimentem entre R$ 1 bilhão e R$ 1,5 bilhão por ano.

A nova concorrência trouxe choques de agenda de festivais de música e elevou cachês a ponto de tornar alguns shows deficitários. Para Bazinho Ferraz, presidente da XYZ Live, as novas associações podem servir de espaço para se firmarem “acordos de cavalheiros” e evitar o declínio do setor.

A T4F, maior do segmento de entretenimento ao vivo na América Latina e a única com capital aberto, foi a primeira a apresentar sinais de crise. Em comunicados a investidores, a empresa anunciou uma queda de 40% no número de ingressos vendidos entre janeiro e setembro deste ano (em relação ao mesmo período em 2011).

Segundo a T4F, o resultado negativo pode ser atribuído à distribuição dos shows ao longo do calendário (em 2011, as maiores rendas ocorreram no primeiro semestre). No comunicado, a empresa manifestava esperança de bons resultados financeiros com shows de Lady Gaga e Madonna. Ambas turnês tiveram ingressos encalhados.

Com isso, o valor das ações da T4F caíram 10,29%.

 

 

(Texto publicado originalmente no site do Uol/Folha. Copiado na íntegra. Link: http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/1195453-produtoras-de-shows-se-unem-contra-meia-entrada-para-estudantes-e-idosos.shtml)

30 nov / 2012

FONTE: Uol Entretenimento

 

O cantor Sorocaba na festa de 2 anos da casa noturna sertaneja Woods, da qual é um dos donos. "Trouxemos o sertanejo para um público de elite", falou

 

Foi uma festa para peão urbano nenhum botar defeito. Templo do chamado “sertanejo premium”, o clube noturno Wood´s, em São Paulo, comemorou dois anos, na noite de quarta (28), com uma festa. Um de seus donos, o cantor Sorocaba, da dupla Fernando e Sorocaba brindava eufórico com os amigos, na comemoração que reuniu cerca de 1,2 mil pessoas.

“Trouxemos o sertanejo para um público de elite, bacana. Somos os pioneiros. E aqui encontro meus amigos. Vou para meu camarote e me divirto demais. Fiz grandes negócios aqui também, fiz meu aniversário e casei meu empresário. Sem contar que no palco fico tão à vontade que até dei cambalhota”, conta ele, usando boné e camiseta, ao invés do chapéu e camisa country. E se ele fechou bons negócios na casa, a ideia de produzir novos nomes na cena sertaneja, continua em pé. E pensando em uma mulher.

“Existe um espaço para vozes femininas. Seria uma dupla ou uma cantora solo. Sou amigão daPaula Fernandes e ela até brincou com isso, por falarem que eu queria criar uma nova Paula. Liguei para ela, demos risada por esse papo e ela apoiou essa minha intenção”, contou. “Nas rádios brasileiras, noventa por cento é masculino. A sensualidade feminina ainda não foi explorada”, acrescenta. A pesquisa está intensa.

Ele tem assistido “The Voice” e diz estar surpreso com tantos talentos. “Adoro timbres diferentes. Gostei muito da Lia. Mas atingir o sucesso vai da voz até um trabalho de mídia legal”, acrescenta. Sobre o lado boêmio, ele diz que não está namorando e que o affaire comIris Stefanelli virou uma ótima amizade. Sorocaba subiu ao palco no meio da noite e cantou quatro músicas de seu repertório, entre elas a recente “As Mina Pira”. O parceiro Fernando não apareceu, pois está aproveitando a “dolce vita” de recém-casado.

 

Primeira vez

Famosos compareceram, curiosos para conhecer o lugar. Caso da atriz Júlia Faria, que começa o ensaio da peça teatral “Amigos, Amigos…Amores à Parte”, ao lado do Daniel Rocha (o Roni, de “Avenida Brasil”). “Conheço sertanejo da época de Chitãozinho e Xororó, Leandro e Leonardo. Vim conferir, pois essa nova safra não conheço”, disse a ex do cantor Júnior Lima, num look black da badalada loja NK Store.

Dando literalmente a volta ao mundo, o ator Caio Castro aproveitou o pit stop em sua cidade para também conhecer a casa. “Também vim conhecer aqui e reencontrar os amigos. Gosto da cena sertaneja, principalmente de um bom rodeio”, revelou ele, o último a chegar no camarote vip, que contava ainda com o ator Guilherme Boury, os cantores Thomaz, doRestart, e Kiko, do KLB, além de bons partidos como o piloto Thiago Camilo e o empresário Tiago Diniz, do clã do Grupo Pão de Açúcar.

Caio está de férias por praticamente um ano e já passou por 22 países. Ele veio efetuar visto para o Canadá, deve ir ao Havaí e volta para passar o Natal com a família. “Está sendo um aprendizado tão valioso como uma faculdade”, afirmou, rodeado de fãs e usando uma touca estilo reggae. O período de relax e viagens acaba em março, pois ele está escalado para a próxima novela das 21h, escrita por Walcyr Carrasco.

 

Texto e foto copiados na íntegra do site da Uol Entretenimento: http://musica.uol.com.br/noticias/redacao/2012/11/29/sensualidade-feminina-nao-foi-explorada-diz-sorocaba-que-busca-nova-paula-fernandes.htm


 

30 nov / 2012

FONTE: Universo Sertanejo

 

Menos de um mês após o coquetel que comemorou o retorno da dupla, Rick e Renner decidiram romper com a MC3, escritório artístico responsável, entre outras coisas, pelo próprio coquetel, que reuniu diversas figuras do meio sertanejo em São Paulo, dia 6 de novembro.

Os cantores decidiram abrir o próprio escritório, “DR”, e toda a administração da dupla ficará por conta deles mesmos.

“DR” são a iniciais de Deusdete, atualmente empresário dos cantores, e de Rick.

A dupla voltou a ativa no final de setembro.

 

29 nov / 2012

Achamos interessante essa matéria no site da Tudo Rádio e resolvemos compartilhar. Quem quiser ler diretamente no site deles, basta clicar aqui. Copiamos abaixo, na íntegra, confira.


O Tudo Rádio inicia hoje um projeto de intercambio entre ouvintes de rádio e o setor técnico das comunicações. Em resumo: tem alguma dúvida sobre como funciona o rádio, porém não tem acesso aos responsáveis por deixarem as nossas queridas emissoras no ar? Não tem problema, nós faremos uma ponte entre você e a área técnica.

No primeiro papo Luiz Fernando, correspondente do Tudo Rádio em Santa Catarina e assíduo ouvinte de rádio (escutas é o forte do nosso amigo radionauta), vai tirar suas dúvidas sobre o que poderá mudar no rádio a partir da adoção e implantação de um modelo de rádio digital. Vai mudar o jeito de sintonizar rádio? Caso sim nós ainda teremos a chance de ouvir o chamado “rádio analógico”? Teremos escutas? E por ai vai…

E quem responde é o técnico do Tudo Rádio, Diórgenes Lopes (que atua em São Paulo pela TV Globo). Jogo rápido, estilo pergunta e resposta. Acompanhe:

 

Luiz Fernando: Com a entrada do rádio digital, em um determinado tempo, o rádio analógico vai acabar de vez, vou ter que jogar fora todos os rádios analógicos que tenho?
Diógenes Lopes: Na Teoria, Sim, Mas, na prática é algo que não esta acontecendo, como em países de primeiro mundo. Europa e EUA já tem seus sistemas funcionando há anos, e mesmo assim ainda transmitem em sistema analógico. O problema é que o HD Radio como lá é conhecido não emplacou, e com isso as emissoras ainda mantém o sistema analógico no ar. No Brasil isso não será diferente.

 

Este atraso que existe no rádio digital, em relação ao analógico, vai ser ajustado? Pois seria um problema ao estar viajando de carro e o sinal ficarem oscilando entre analógico e digital, e com isso tivermos estas oscilações no áudio.
O Atraso, ou delay como é conhecido, ocorre devido o sinal ter de ser transformado para digital. Infelizmente não é possível retirar o delay, que geralmente é de 3 a 6 segundos, dependendo do equipamento de transmissão e encoders. Ele poderia ser reduzido se tudo fosse digital, mas no rádio a captação de voz é analógica, pois os microfones são e sempre serão analógicos. Isso tudo precisa ser passado pra digital e processado, o que leva certo tempo. Então, o atraso é algo que devemos nos acostumar, assim como ocorre na TV Digital.

 

O rádio digital virá… e a potência das emissoras como ficam? Viajam igual ? Vão ter que diminuir a potência, pois com o digital viaja mais?
A potencia das emissoras em digital não é a mesma que na analógica. No modo digital a potencia é bem menor que no analógico para se ter a mesma cobertura. Por exemplo, a Rádio CBN de São Paulo FM opera em analógico com 35 Kw, e em digital com 300w apenas. Isso se deve ao tipo de modulação. Temos uma coluna na seção Técnica do nosso site explicando sobre a modulação digital.

 

No rádio digital é permitido, uma estação transmitir várias programações em um mesmo canal, e como ficaria no meu rádio analógico de hoje? Teria alguma maneira de também captar estas estações?
Não. Só é possível ouvir a multi-programação em Digital. O rádio analógico somente vai receber as emissoras que já são sintonizadas tradicionalmente.

 

No rádio digital estas interferências ou vazamentos das rádios FMs, que hoje é muito comum, acabam?
Sim, acabam. Devido ao tipo de modulação, potencia de operação e outros fatores, as interferências acabam na recepção do ouvinte.

 

Por fim, e com o rádio digital ainda vamos ter as propagações de sinal?
Sim, vamos ter sim. Igualmente como ocorre hoje. As frequências continuarão as mesmas e isso não vai interferir a propagação das ondas.

29 nov / 2012

Depois de deixar o escritório da Inovashow, muitas especulações surgiram no mercado: quem cuidaria agora da carreira de Naldo? O artista, que estourou com os hits Chantilly, Exagerado e Amor de chocolate,  está de escritório novo. Ao contrário de alguns rumores, Naldo abriu seu próprio escritório, chamado de Benny Entertainment.

Com a carreira a mil, o astro pop esteve em Miami e gravou um vídeo com o rapper Fat Joe. Participou do programa do Faustão no mês passado e agora, sua música Meu corpo quer você (com participação de Preta Gil) está na novela Salve Jorge. Sucesso, Naldo!

 

 

28 nov / 2012

FONTE: Gmúsica

 

O mercado fonográfico do meio gospel deverá registrar, ao final de 2012, uma leve desaceleração nas vendas de CDs e DVDs.

Informações do jornalista Lauro Jardim, da revista Veja, dão conta de que a gravadora MK Music, considerada a maior do meio gospel, registrará no máximo 3 milhões de cópias vendidas ao final do ano, número igual ao alcançado no final de 2010.

Segundo o jornalista, o principal motivo da desaceleração nas vendas é o ritmo de crescimento da economia brasileira, que deverá crescer pouco esse ano.

Por Tiago Chagas, para o Gospel+


 

28 nov / 2012

 

 

O rádio tem procurado se reinventar para continuar sendo um dos mais poderosos canais de vendas de música do Brasil, mas esse título está ameaçado. Cada vez mais, esse meio de comunicação perde forças para a internet, principalmente quando avaliadas as estatísticas das regiões sul e sudeste – onde o acesso à internet é maior. Segmentação também tem interferido nos números, mas – de maneira geral – o rádio agora divide seu poder com o mundo on line.

Muitas vezes uma música é bem executada nas rádios, tem uma boa receptividade do público, mas não gera um alto volume de vendas para o produto. Inclusive, algumas gravadoras já acreditam no investimento de mídias de nicho, com oferta e público mais segmentado, estratégia utilizada pelas indies (selos independentes ou pequenas gravadoras/produtoras) com sucesso.

Uma pesquisa realizada em Feira de Santana há poucos anos revelou que 60,7% dos entrevistados ouvem um CD por no máximo 60 dias antes de trocá-lo por outro, sendo que 49,5% não ultrapassam o período de 30 dias. Se tantas pessoas percebem a música de forma tão efêmera, é justificável que o preço cobrado atualmente seja considerado tão caro por eles. Vê-se que o investimento de cerca de R$ 28,00 é grande para um consumidor que vai desfrutar do produto por apenas 30 dias. A velocidade das informações e a quantidade excessiva de artistas podem também contribuir para esse processo. Essa constatação abre um leque para várias questões: como diminuir os gastos com marketing para cada produto? Como analisar o público-alvo e definir estratégias para atingi-lo? Como competir com a pirataria – que é a alternativa utilizada pelo público para gastar menos com CD’s e DVD’s?

Mesmo que as grandes gravadoras já tenham se questionado sobre esses assuntos e percebido a necessidade de se fazer um trabalho mais aprofundado de pesquisa e planejamento, ainda é para o marketing de massa que vai a maior parte de seus investimentos. Asmajors têm seu negócio baseado em celebridades nacionais extra setoriais, ao contrário das indies que, com a segmentação, formam celebridades regionais ou nacionais setoriais.  A grande maioria dos artistas de uma major aparece em todos os programas de TV em todas as emissoras, negocia contratos para execução musical em grande parte das capitais do Brasil.

Não há pesquisa: o público-alvo de cada artista é determinado, por exemplo, pelo feeling dos responsáveis pelo marketing. Segundo um executivo do setor, a indústria fonográfica é uma das poucas que não conhece o consumidor. Cria-se o produto e o coloca na rua, e “acha-se” que quem consome [cita um artista da empresa] tem entre 10 e 14 anos, que o fã do [cita outro artista da empresa] é gay… e trabalha-se desta forma, com “achismos”. As empresas acreditam que o custo x benefício das pesquisas de mercado não recompensa o grande risco vivido pelo mercado. É um setor muito primário nas questões mercadológicas: já que o risco é alto a cada lançamento, a pesquisa seria uma das melhores ferramentas para diminuí-lo; no entanto, as gravadoras preferem gastar o dinheiro com o lançamento do produto e viver da loteria do acerto/erro.

Uma pesquisa, além de resultados para o lançamento específico, gera dados sobre os consumidores que podem ser utilizados no futuro. Por meio de pesquisas como esta, tem-se um panorama não só do mercado como um todo, mas da visão dos consumidores sobre os produtos que se deseja vender. Compreender como os estes se comportam é de extrema importância, como já dito, para essa indústria que sofre com tantos riscos.

 

Vendas e pirataria

 


Faz-se importante perceber que a era do milhão já não existe mais. A concorrência com a pirataria é feroz e, mais do que esforços para combatê-la, precisa-se saber mais por que os consumidores a preferem, principalmente os que têm renda suficiente para não aderir a ela. Este é apenas um começo. O comportamento do consumidor de CD’s é muito pouco estudado e trata-se de um tema que necessita ser mais explorado, visando estabelecer ações para o processo aqui, inicialmente descrito, seja o mote para uma pesquisa mais ampla e vertical.

Se o crescimento da pirataria desencadeou um processo de reestruturação da indústria fonográfica, novas estratégias, formatos, e modelos precisam se formar. Os preceitos do marketing tradicional, assim como do marketing de alta visibilidade, vêm sendo mais bem utilizados pelo setor, que sempre foi guiado pelo feeling de seus stakeholders.

A história da música e do mercado fonográfico passa, agora, por um momento decisivo. Majors indies buscam a melhor forma de se comunicar não só com seu público, como com seus artistas, músicos, suas instituições e com o governo. A pirataria mostrou-lhes que os consumidores são as peças mais fortes desse processo, e não as gravadoras, como se pensava antigamente. É hora de repensar os modelos e abrir os horizontes para o retorno financeiro de maneira mais consciente e moderna.

Os consumidores assumiram posições de combate, principalmente contra os altos preços. As suas opiniões, agora mais ouvidas, ensinam muito sobre seus desejos e necessidades. Afinal, são esses os pilares do marketing.

 

Tem uma reportagem sobre o assunto aqui: http://www.portalsatc.com/site/interna.php?i_conteudo=12863&titulo=Superar+a+pirataria+e+investir+em+produtos+de+qualidade

16 nov / 2012

Grande parte das rádios de Minas Gerais, além de contribuírem para a divulgação de shows, músicas e artistas, se inserem no mercado de entretenimento, promovendo eventos nas cidades onde estão localizadas. Poderíamos listar centenas de emissoras que se envolvem na produção de festas de todos os portes, seja com artistas renomados ou locais.

Apesar de terem em mãos uma poderosa ferramenta de publicidade, há uma infinidade de dificuldades que são próprias desse tipo de atividade: contratação da equipe, planejamento de divulgação e promoção, montagem de palco e estruturas, venda de ingressos, alvarás, e muitos outros. Mas uma delas parece ter se tornado um obstáculo tão grande que chega a inviabilizar alguns projetos: o valor exageradamente caro dos cachês cobrado pelos artistas ou por seus empresários e agências.

Este dilema parece ter se tornado consenso não somente entre as rádios, mas  entre as produtoras de eventos de Minas Gerais. Cachês estratosféricos, somados aos altos custos de transporte e produção, acabam tornando os eventos tão caros quanto arriscados, fatores que desanimam até quem trabalha há anos no segmento de entretenimento.

Conversamos com algumas pessoas experientes sobre o assunto. Mesmo em mercados distintos (sertanejo e música eletrônica, capital e interior do estado, eventos em que o show é parte das atrações e evento em que o show é a atração principal), existem dificuldades semelhantes. Nessa sexta e na próxima, apresentaremos entrevistas com esses profissionais e veremos o que eles têm a dizer.

A primeira entrevistada foi Leid Carvalho. Leid  é jornalista e empresária. Atualmente diretora das emissoras Módulo FM em Patrocínio  (MG) e Itumbiara  (GO). Como jornalista trabalhou nas rádios Globo Cultura, Itatiaia e TV Paranaíba em Uberlandia. Foi correspondente da Rede Itatiaia em Brasilia nos governos FHC e Lula.

 

Como é o mercado de entretenimento na sua cidade/região (caracteristicas, perfil, perfil do público, etc)?

Existe uma preferência absoluta por shows sertanejos, que se consolidou ao longo dos 17 anos de existência da Módulo FM. Em 1995 uma pesquisa com cerca de 500 pessoas revelou que 70 % da população queriam ouvir o estilo e nesta época as outras emissoras tocavam o rock e o pop, o que desrespeitava a cultura regional. O sertanejo era veiculado apenas de madrugada, das 05 as 06, por exemplo e a Módulo inovou colocando o estilo em horário nobre, ou seja das 06 as 19 horas. A estratégia fez com que a emissora se tornasse referencia desde então no seguimento na Região, já que o sinal dela alcança cerca de 40 cidades em um raio de 150 km quadrados.  O público é exigente, gosta de shows sertanejos nacionais, com levada pop, moda de viola, funk e eletrônico cujo repertório inclua temas acerca da prioridades da juventude como balada, namoro, rede social, diversidade de parceiros(as),etc.

 

Que tipo de eventos realiza (caracteristicas, perfil, perfil do público, etc)

São shows no estilo mencionado, predominantemente sertanejos atuais, devido a exigência do público. O perfil é variado, inclui classes A e B que normalmente preferem os camarotes e áreas vips e as classes C,D e E que enchem a pista já que a instalação do palco privilegia a visão de todas as classes. Inclusive alguns artistas fazem esta exigência em contrato. Mas o que une todas as classes é a música sertaneja atual.

 

Qual a maior dificuldade encontrada hoje na produção de eventos?

São várias e ficam cada vez mais complicadas. Citaria por exemplo a questão da estrutura, pois existe uma restrição devido a falta de espaços intermediários como boates, clubes e casas para um publico de até 1,5 mil pessoas. Atualmente em boa parte da Região existem apenas locais para mais de quatro mil pessoas como sindicatos rurais, o que exige um maior tempo de trabalho das musicas do artista pois encher estes espaços demanda uma estrutura completa de um grande show com custos elevados. E mais: como a maioria dos locais não tem cobertura e na região do Alto Paranaíba e Triangulo Mineiro chove em boa parte do ano, o cenário de datas fica ainda mais restritivo. Outra dificuldade é a questão legal que envolve a entrada de menores. Existe um acirramento por parte da Justiça nestas liberações. Tudo isso aliado a Conselhos Tutelares desqualificados e despreparados (com formação política e não técnica)  para enfrentar o problema do menor que é infinitamente maior do que a presença dele em festa. Curiosamente não se vê este acirramento por parte da Justiça em outras questões como quando o menor é usado no tráfico de drogas, quando pode colaborar com a renda familiar, mas se vê impedido de trabalhar com carteira registrada e ou freqüentar um show de sua preferência onde teoricamente é mais fácil a fiscalização e a ação por parte da Policia Militar e de outras instituições envolvidas na verdadeira proteção ao menor. Existem dados que mostram que na maioria dos shows cerca de 40 % do público é essencialmente de jovens na faixa etária entre os 16 e 18 anos. É uma contradição  o menor com 16 anos poder votar, mas ser impedido de freqüentar um show.

 

Considera que os cachês cobrados pelos artistas são exageradamente altos? Por que?

Os cachês estão surreais e acredito que existem algumas pistas para este exagero. Alguns escritórios não priorizam a relação com rádios e a longevidade da carreira do artista, querem retorno imediato. Estão sendo feitos investimentos gigantescos sem estratégia o que cria uma busca pelo retorno rápido que atropela e instabiliza ainda mais o mercado. Muitos artistas e empresários demonizam rádios crendo na inverdade que apenas “se pagar, toca” e esquecem da relação de parceria e diálogo intermediada pelos divulgadores e o  “velho e bom” cumprimento de palavra.  Do outro lado, as rádios reagem, porque tocam, arriscam, pagam direitos autorais  através do suspeito Ecad – indistintamente – e quando fazem um show o risco é tão alto por causa do cachê desproporcional que muitas vezes sobram apenas despesas e desgaste. Sem falar em um custo absurdo que inventaram: o transporte, uma ironia com o contratante que atualmente não paga apenas pelo ar que o artista respira. Conheço uma situação de um escritório de Goiania que cobrou R$ 25 mil de transporte para teoricamente trazer o artista e equipe a Patrocínio, sendo que os mesmos estavam há apenas 70 KM do local do show, em uma fazenda se divertindo. E mais tarde apurou-se que o custo inventado de ultima hora foi uma maneira de diminuir o impacto negativo de outros dois shows que o artista faria em seguida nas cidades de Ituiutaba e Rio Verde em Goiás e que dariam prejuízo. Brincar com gente séria resultou que o valor foi pago, mas a falcatrua foi descoberta e o artista saiu da programação da emissora que estava vinculada ao show, de modo que ele tenta voltar há cerca de um ano e não consegue, e desde então vários shows com outros artistas foram feitos na cidade e nas proximidades. Ou seja, este artista deixou de faturar em uma praça em que ele era soberano por pura desonestidade. E antes deste episodio nenhum centavo havia sido cobrado para tocá-lo.

 

Na sua opinião, quais as consequências dessa tendência de supervalorização dos cachês?

Uma mudança no mercado, lenta, mas que está se consolidando cada vez mais. Os ditos grandes vão se restringir a capitais ou centros maiores que normalmente estabelecem prazo de validade para certas carreiras, enquanto que os menores vão faturar cada vez mais no interior. Os promotores de eventos de cidades intermediárias que não fazem show com dinheiro público de prefeituras em cidades com 100 mil habitantes, por exemplo, estão enxergando que é melhor se dedicar a artistas que são promessa do que os nacionais que obrigam a espera por meses para uma confirmação, o que gera uma insegurança absurda no meio que precisa se preparar para o evento com a locação de seguranças, estrutura, contato com patrocinadores, escolha da data certa, etc, Os grandes sempre procuram uma opção “melhor” em cidades maiores. Os empresários que tem artistas com perspectiva de futuro na música, mas sem um investidor e que sofrem um boicote descomunal nos grandes centros por parte dos grandes escritórios estão entendendo isso e saindo na frente ao se apoiarem em emissoras populares e sérias que garantem a sobrevivência no interior do Brasil. Hoje tem determinados artistas que apesar de renomados não são mais tocados em rádios do interior justamente por não haver a menor perspectiva de negócio, seja em promoção ou show. É comum ouvir a frase de alguns arrogantes e despreparados “ a rádio tem que tocar o meu artista, senão a audiência dela cai”. Este pensamento vai acabar com carreiras e escritórios consideradores grandes hoje, porque a rádio profissional é que faz o artista, quando ela se dedica de verdade e tem retorno por parte do escritório, a parceria tem muito mais chance de dar certo. Ninguém é obrigado a fazer show com rádio, mas a rádio nem de longe é obrigada a tocar artista que não é parceiro. Não importa se ele aparece todo domingo em programas de televisão famosos, porque os experientes sabem que televisão não é determinante para a carreira de sucesso ou fundamental para que a mesma prevaleça.

 

Como você contorna esse problema?

Com profissionalismo, cada vez mais e acreditando na máxima de que artista bom com repertório bom, com empresário que entende do meio e com os divulgadores certos deve ser tocado com ou sem verba. É preciso ter uma agenda flexível, que facilite na hora de negociar um show e que o responsável pela agenda entenda como funciona o Brasil e suas diversidades regionais e quais são os contratantes responsáveis nesta dura caminhada chamada sucesso. Uma alternativa viável são os escritórios que fazem portaria sem garantia com rádios, porque estabeleceram que a confiança é uma via de mão dupla, ou seja, os contratantes (rádio e promoter) precisam dar resultado para o artista e vice e versa.

 

Fique à vontade para fazer suas considerações finais!

A música além de ser um negócio, é também uma alegria. Acredito que o artista deve entender sua responsabilidade junto as pessoas, ou seja, são exemplos e quando fazem apenas musicas ligadas a baixaria, podem até fazer sucesso, mas é algo passageiro. Tenho percebido que quando o tempo passa o que fica no imaginário popular são músicas que falaram ao coração e não modismos de ultima hora que apenas divertem. O artista que pretende formar uma legião de fãs deve ser eclético e fazer de tudo um pouco, porque apenas diversão é descartável para uma juventude cada vez mais ansiosa por novidades.

 

Agradecemos a Leid, nossa parceira. Fiquem ligados, na próxima sexta-feira tem mais Dial na Web, com outros profissionais falando sobre esse mesmo assunto!

 

13 nov / 2012

Nesta semana, no Dial na Web, você vai conferir aqui no blog da Navegador uma publicação sobre o mercado de entretenimento e as dificuldades encontradas por rádios e produtoras para realizar e promover eventos em Minas Gerais. O dilema mais comentado tem sido a supervalorização dos cachês de artistas.

Conversamos com profissionais deste segmento e na sexta, 16/11, publicaremos a primeira parte da matéria. O assunto é tão extenso e polêmico, que dividimos em duas partes! Na sexta seguinte, 23/11, serão publicadas mais entrevistas e informações. Aguarde!

 

Agenda
Aniversários do mês
  • Sérgio Wagner da Transamérica, Montes Claros
    03/11
  • Elson Faber da Nova FM, Divinópolis
    04/11
  • Marrone, da dupla Bruno & Marrone
    09/11
  • Ivanessa da 104FM, Bocaiúva
    15/11
  • Carlos Ball da 87FM, Três Marias
    18/11
  • Elder Black da Portal FM, Itabira
    20/11
  • Fúlvio da Clube FM, Itaúna
    22/11
  • Cidão da Cidade FM, Nova Porteirinha
    23/11
  • Washington da Ativa FM, Bom Despacho
    25/11
  • André da Itatiaia, Montes Claros
    28/11
  • André da Itatiaia, Montes Claros
    28/11
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