Navegador Música

Matérias/Artigos




30 jan / 2013

Naldo esteve em BH no último dia 26, no Chevrolet Hall. Casa lotada, e a galera foi ao delírio nos momentos de climax do show, quando o carioca canta os hits Amor de Chocolate, Exagerado ou Chantilly.

Marco Aurélio Canonico escreveu para a Folha de São Paulo sobre o sucesso do cantor. Confira.

 

Sentado na cama montada no andar inferior do ônibus leito que acabou de comprar, Ronaldo Jorge Silva, o Naldo, explica que “a van não estava dando mais”. “Era apertada e desconfortável para ir de um show a outro”, diz o cantor, que acabara de chegar de Salvador, rumava a São Gonçalo (RJ) e, de lá, iria a São Paulo e Brasília.

Claramente, este carioca de 33 anos ficou grande demais para uma van. Ele é “o cara” deste verão, graças ao sucesso de canções dançantes como “Amor de Chocolate” e “Exagerado”, com letras que, segundo ele, “falam de amor de uma forma mais quente, mas não vulgar”.

 

 

Naldo está em todo lugar: nas rádios para jovens, na trilha da novela das 21h, nas dancinhas que os jogadores fazem para comemorar gols, imitando suas coreografias, no “Big Brother Brasil”, no show de aniversário de São Paulo e em centenas de outros em boates e festivais.

No próximo sábado, estará de volta à capital paulista para mostrar seu show completo, o “Na Veia Tour”, com cenário high-tech, figurinos iluminados (literalmente) e coreografias variadas.

É um espetáculo no qual vem trabalhando desde 2011 com sucesso crescente, partindo da classe C rumo à elite. “Ele é uma versão ‘sertanejo universitário’ do funk”, diz o produtor Carlos Eduardo Miranda. “É um guri carismático e que trabalha sério.”


HÍBRIDO

“Ele inventou um híbrido de funk com beats da house”, diz o antropólogo Hermano Vianna, citando explicação que ouviu de outro artista popular, Leandro Sapucahy. “Por isso tem grande penetração em pistas que não tocam funk e grande aceitação por públicos que não gostam de funk”, diz Vianna.

De fato, Naldo chegou à classe A. Só na noite do último Réveillon, tocou em três festas caras no Rio, em lugares como a Sociedade Hípica e o hotel Intercontinental; no Carnaval, estará no camarote mais badalado da Sapucaí. E três músicas suas, além do álbum “Na Veia Tour”, aparecem entre os mais vendidos do iTunes Brasil.

Seu cachê acompanhou o movimento: quadruplicou de um ano para cá. Hoje, está por volta dos R$ 120 mil, dependendo do tipo de show.

Quarto filho de uma família de oito, Naldo nasceu e foi criado no complexo de favelas da Maré, no Rio. Evangélico como os pais e irmãos, começou a cantar aos sete anos, no coral infantil da igreja. Graças à influência de uma irmã mais velha, cresceu ouvindo “Michael Jackson, RPM, Tim Maia, Menudos”.  A influência do ambiente o levou ao funk, em dupla com o irmão Jorge Luiz da Silva, quatro anos mais novo.

A dupla Naldo e Lula começou a se destacar em 2005, graças ao sucesso de “Tá Surdo”, que entrou em coletânea organizada pelo DJ Marlboro, com 600 mil cópias vendidas, e gerou um clipe e convites para programas de TV. A ascensão foi interrompida pelo assassinato de Lula em 2009, um crime mal explicado (o corpo foi encontrado carbonizado) e sobre o qual Naldo prefere não se estender.

Após um período de luto, decidiu continuar o próximo projeto que tinha em mente com o irmão, o CD “Na Veia”, lançado de forma independente em 2009. Foi ele que deu origem ao fenômeno. “Muita gente está me conhecendo, mas não conhece minha história de 13 anos na música, tudo que já vivi”, diz. “Eu vou trabalhar para que isso se mantenha, mas é claro que as coisas mudam. Depois dessa grande exposição, tudo depende da maneira como você trabalha.”

 

Palmas para o nosso fenômeno pop! Tivemos a chance de conhecê-lo pessoalmente (a Navegador Música é responsável pela divulgação do trabalho dele nas rádios de Minas Gerais): não perde a alegria e nem a humildade. Cheio de garra e energia, leva o trabalho com responsabilidade e seriedade, ainda que tenha um senso de humor incrível.

 

 

O show de Naldo é realmente vibrante, um espetáculo. Com músicas sensuais e dançantes, não dá para ficar parado. De fato, “a gente sente um calor…” como diz uma  grande amiga.

 

Show em BH, no ano passado.

Naldo está alçando vôos altos, mas não tira os pés do chão. Cuida da carreira, da imagem e tem o maior carinho pelos fãs. Já contei uma história aqui no blog: na ocasião do show acima, que aconteceu em BH, fui levar esse carioca marrento para fazer uma entrevista ao vivo na BH FM, rádio promotora oficial da festa. No caminho, uma fã viu ele dentro do carro e começou a gritar, dizendo que amava ele. Mas não era um fã comum: ela estava de vestido de noiva, provavelmente a caminho da cerimônia. Naldo pediu para o motorista parar o carro. A noiva também parou, e o resultado foi um grande presente de casamento!

 

É ou não é pra apaixonar?

 

 

25 jan / 2013

 

 

É encantador o Sul de Minas. Em meio à paisagem da Serra da Mantiqueira, abrem-se os caminhos, que sobem do solo até as portas do céu. Uma região de clima ameno e frequentemente chuvoso, repleto de montanhas, vales, serras, cachoeiras e exuberante vegetação. Lá, a cultura e a hospitalidade do povo possibilitam experiências únicas de lazer e entretenimento.

 

 

O Sul de minas é umas das doze mesorregiões do estado de Minas Gerais. É formada pela união de 146 municípios agrupados em dez microrregiões. A base da economia ainda é agrícola (destaque para o café), mas o turismo também é forte na região devido às belas paisagens, eventos e do Circuito das Águas.

 

Mapa do Sul de Minas (Fonte: Google Maps)

 

Dentre os municípios localizados nessa área, destacam-se Poços de Caldas, com aproximadamente 153mil habitantes, Pouso Alegre (131mil), Varginha (124 mil), Passos, Itajubá, Alfenas (cidade universitária, famosa pelo CarnAlfenas), Três Corações, São Sebastião do Paraíso, Três Pontas, Guaxupé, São Lourenço (nas proximidades, Caxambu), Lavras (também é cidade universitária), Machado, Boa Esperança, Santa Rita do Sapucaí, Andradas e Ouro Fino.

 

Rádio Transamérica, de Três Pontas

 

 

Em Ouro Fino, a rádio Difusora é uma das parceiras da Navegador

 

Essas são as cidades maiores, mais populosas. Mas ainda há pequenos e importantes municípios, todas elas com suas emissoras. Campos Gerais, Coqueiral, Lambari. Nossos roteiros sempre incluem também essas cidadezinhas. Muitas vezes, há nelas rádios de grande expressividade.

 

Alessandro (Navegador) e Firmato da Rádio Montanhesa, de Campos Gerais.

 

No sul de Minas ainda há uma particularidade: as cidades ficam próximas umas das outras, ao contrário do Norte de Minas, por exemplo. Dependendo do transmissor, o alcance da rádio é enorme, abrangendo várias cidades. Se, por um lado, isso aumenta o público das emissoras, por outro gera mais concorrência.  Assim, é preciso caprichar na programação e nas promoções para fidelizar os ouvintes.

 

Lambari e a vista da rádio Transmineral FM

 

A primeira cidade da região e, portanto, a mais antiga, é Campanha, que já foi a capital do estado de Minas Gerais em determinado período. Hoje, a cidade tem belos casarões históricos, pousadas aconchegantes e alguns restaurantes interessantes, dentre eles o Empório Casa Dei, que nossa equipe teve a chance de conhecer em uma de suas viagens à cidade, para visitar a pequena emissora de rádio do município.

 

Campanha, MG

 

E, voltando a falar de rádio, importantes emissora de rádio estão localizadas no Sul de Minas: Minas FM, de São Gonçalo do Sapucai, Viva FM de Cambui (fizemos um Dial na Web sobre a Viva e sobre o coordenador de lá, Edvaldo Matias), Vanguarda de Varginha, 94 FM de Lavras, Emboabas de São João del Rei, Band de Pouso Alegre e muitas outras.

 

Alessandro (Navegador) visita a rádio Panorama FM, de Itajubá

 

O sertanejo universitário ganha cada vez mais força por ali. Há rádios cuja programação é 100% sertaneja e outras em que esse estilo ocupa 70% da programação. Shows e eventos desse estilo são comuns na região.

 

Outdoor na estrada próximo de Alfenas mostrava evento na região (junho/2012)

 

Apesar disso, há espaço para todos os gostos. Diversas festas de axé, como o Escarpas Folia, CarnAlfenas (e outros carnavais fora de época), eventos musicais religiosos e festas de música eletrônica dividem espaço com festas do peão e do cowboy, exposições e outras. Estes são exemplos de como o público pode ser eclético; “temos público para quase tudo aqui na região”, diz Tetê, gestora da rádio Max FM de Itajubá.

 

Outdoor de festa em Três Pontas mostra que nem só de sertanejo vive a região (junho/2012)

 

E por falar em diversidade, a Max é um bom exemplo de que o diferente pode dar certo. A rádio tem um perfil jovem e a programação é recheada de músicas no estilos pop nacional e internacional. Segundo Tetê, quando entrou no ar os ouvintes diziam: “A Max era tudo que Itajubá precisava”, ou “acabei de chegar da Europa e esse som estava bombando lá, nunca pensei que fosse ouvir isso aqui, que bom que a Max existe”. Até hoje, a programação da rádio ainda é muito elogiada, pois reflete tudo o que toca no Brasil e no mundo. Nem sempre é fácil nadar contra a maré, mas às vezes é justamente esse o diferencial competitivo!

 

Parede da Max FM, Itajubá

 

Ainda que tenha suas particularidas, a rádio sabe que não pode ignorar o que está bombando no mercado. É por isso que deu início a um programa (Maxneja) que mescla o sertanejo universitário e a country music americana. É uma forma de agradar o público sem deixar de lado sua identidade. Tetê diz que “há público para consumo de todos os gêneros (…); galera vai para qualquer show, pois é festa. Mas o mais bombando atualmente é o Sertanejo Universitário”.

 

Montagem da ExpoAgro, em Guaxupé (junho/2012)

 

A verdade é que o sertanejo universitário e o arrocha tem ganhado mercado em todas as regiões de Minas. Mas isso não significa que acabaram as chances para o pagode, o pop, o rock e outros. Thiaguinho é um exemplo de como o pagode ainda tem muita força, nacionalmente falando. Em BH, inclusive, a Fã FM optou por apostar no pagode e no samba (e suas vertentes), e tem dado muito certo. No pop, há muitas divas no topo e um “fenômeno” chamado Naldo, que está bombando em todo o Brasil. Sem contas que muitas rádios se dão bem tocando esse estilos: inquestionável a força da Jovem Pan nas diversas cidades brasileiras e também de outras emissoras, como a própria Max FM. O clássico rock’n’roll pode não ter tanto espaço nas rádios, mas ganha público fiel nos shows e nos iPods.

Pra finalizar, percebo o seguinte: quando o assunto é rádio, não há milagre. Ainda que se tenha uma programação 100% sertaneja ou de um estilo qualquer que esteja no topo, o que faz a diferença não é isso. A fórmula do sucesso consiste em juntar ingredientes imprescindíveis como: planejamento estratégico, posicionamento de mercado,  trabalho bem feito (programação equilibrada, plástica bem feita), promoções e muita energia positiva!

 

Três Pontas

 

Na próxima semana, o Dial na Web vai trazer uma matéria sobre a rádio Max FM, assim vocês poderão saber a história da emissora, dificuldades enfrentadas e muito mais!

18 jan / 2013

É a vez de colocar os holofotes sobre um artista dos “bastidores”! É isso que o especial “Vozes de Minas” pretende fazer: mostrar como locutores, no dia-a-dia, levam  alegria e entretenimento para as pessoas, por meio de suas vozes e da programação musical. São essas pessoas que, diariamente, ajudam a construir e solidificar grandes emissores e até grandes artistas. Hoje nosso entrevistado é Edvaldo Matias, “o carisma do rádio”. Confira!


Edvaldo Matias, coordenador de programação e locutor da rádio Viva, de Cambui

 

Na semana passada, o Dial na Web trouxe um pouco da história da Viva FM, de Cambui. Agora é a vez de falar sobre Edvaldo Matias, gestor artístico e locutor desta importante emissora do sul de Minas.

 

Edvaldo apresenta os shows promovidos pela rádio Viva.

 

Nascido em  Mairiporã, interior de São paulo, em 18/07/1976, Edvaldo começou cedo a trabalhar em rádio: com 20 anos, tornou-se repórter de um programa esportivo em sua cidade natal, na antiga rádio Nova Nação. No ano seguinte, iniciou o curso de locução na rádio oficina (em São Paulo) e, logo depois, iniciou a sua carreira profissional como operador de áudio na Tupi FM, também na capital paulista. Foi nesta rádio o primeiro trabalho que teve como locutor profissional, e lá permaneceu até 1999.

 

Edvaldo no início da carreira como radialista

Depois de passar por outras emissoras da Grande São Paulo e interior do estado, Edvaldo veio para Minas no final de 2002, a convite de um amigo que estava à frente da Viva FM, de Cambui. O projeto era ousado: fazer da Viva uma rádio 100% sertaneja. Como ele  já tinha experiência em outras emissoras, inaugurou a nova programação no dia 04 de Janeiro de 2003 e o programa “O carisma do rádio, no qual faz a locução e a programação. Este mês, completa 10 anos de sucesso, com enorme audiência e ouvintes fiéis.

 

 

Dá pra ouvir a rádio pela internet. O horário do nosso amigo é de 7 às 11hs da manhã de segunda a sexta, e aos sábados de 8hs ao meio-dia: www.radioviva.fm.br.

 

Confira a entrevista com nosso querido amigo e parceiro, Edvaldo Matias:

 

 

Edvaldo, já contamos um pouco da sua história. São 17 anos em rádio, sendo 10 só na rádio Viva. O que o motivou a entrar para esse meio?

Desde criança, o meu sonho era trabalhar em rádio, esse veículo fascinante que acompanha as pessoas e faz parte do seu dia-a-dia!

 

Edvaldo no estúdio, no princípio de sua carreira

O que mudou nesse mercado de lá pra cá?

Hoje o rádio também está na internet. Com isso temos uma ferramenta a mais de interatividade com os ouvintes. Mas, ao mesmo tempo, o rádio não mexe mais com a imaginação das pessoas como antes; isso é preocupante. O rádio mexia muito mais com a imaginação do ouvinte, isso era o forte do rádio. 

Uma das histórias engraçadas: quando eu comecei aqui na Rádio Viva eu tinha apenas 26 anos e apresentava um programa só com músicas raízes e clássicos sertanejos. O programa ia ao ar das 4hs às 8hs da manhã, porém esse programa logo virou um sucesso, com hora certa de música em música, informações das estradas e muito dinamismo. Quando os ouvintes me conheciam pessoalmente por alguma razão, ninguém acreditava que era eu! Era difícil explicar que o locutor daquele programa era eu. Os ouvintes me chamavam de velhinho da madrugada (risos). O rádio mexia muito com o imaginário das pessoas.

 

E o que mudou na sua vida de lá pra cá?

A minha vida profissional e pessoal cresceu junto com a emissora. Hoje estou com 36 anos, muito mais experiente e a cada dia procuro aprender mais. O importante é sempre entender o que está acontecendo no mercado. Mas a tradição é fundamental!

Hoje acredito que o motivo maior do sucesso da minha carreira como locutor e diretor de programação foi a capacidade de entender e compreender as mudanças do mercado radiofônico, sem perder a originalidade e o padrão da programação!

 

Com a equipe, no estúdio

 

Quais as alegrias e dificuldades de trabalhar em rádio?

A maior alegria de quem trabalha no rádio com certeza absoluta é o reconhecimento dos ouvintes. Como eu digo sempre para os meus colegas locutores aqui da radio Viva: “é preciso chegar no coração do ouvinte e para isso é preciso ser amigo,verdadeiro e falar com propriedade”.

Uma satisfação profissional também é o reconhecimento dos patrocinadores que investem no rádio; quando o retorno é um sucesso, a gente fica muito feliz!

A maior dificuldade que encontrei na profissão foi quando eu precisei realizar uma cirurgia nas cordas vocais e fiquei algumas semanas afastado do contato com os ouvintes.

 

Com a dupla Don & Juan, na rádio Viva

Conte para a gente seus planos pro futuro.

O meu plano para o futuro é continuar na Rádio Viva por muito tempo e consegui manter a grande audiência; realizar os meus objetivos profissional e pessoal!

 

Com Zé Henrique & Gabriel

Deixe sua mensagem para os internautas que estão lendo sua entrevista. Pode ser uma mensagem que te motiva ou que você gosta.

“Embora ninguém possa voltar ao passado e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim”! Aproveite o dia!!

 

Edvaldo, obrigada pela participação nesse especial Dial na Web, Vozes de Minas.  Desejamos sucesso na empreitada. Fique à vontade para fazer as considerações finais.

Agradeço a Deus, em primeiro lugar, pelo dom que me deu e saúde para trabalhar; a minha família e amigos; todos os ouvintes, patrocinadores, diretores e companheiros de trabalho; e a todos os parceiros que contribuem para o meu sucesso!

 

 

 

 

11 jan / 2013

Geraldo Rodrigues, diretor da Rádio Viva FM

 

100% sertaneja, com programação 24horas e grandes profissionais, a Viva FM tem se destacado entre as rádios do sul de Minas Gerais, importante região do estado. Hoje o Dial na Web faz sua homenagem a essa grande parceira da Navegador Música!

 

Equipe da rádio Viva FM com dupla sertaneja Maurício e Mauri

 

Localizada na cidade de Cambui, a 151 km quilômetros de distância de São Paulo e 420 km da capital mineira, a emissora tem uma cobertura de aproximadamente 250 municípios, abrangendo – além do sul de Minas – a Serra da mantiqueira,o Vale do Paraíba e Leste Paulista. Seu transmissor fica localizado na pedra de São Domingos, a 2050 metros de altura em relação ao nível do mar.

 

Área de cobertura da rádio Viva FM, de Cambuí

Há anos no mercado, foi somente em 2003 que a rádio voltou sua programação para a música sertaneja. Pioneira neste segmento na região, esse mês completa 10 anos de sucesso absoluto! Ao longo dos anos, acompanhou a transformação no universo sertanejo sem perder suas características. Sua programação é abrangente, bem planejada e elaborada, mesclando grandes sucessos com hits do momento em programas específicos que compõe a grade da emissora. Por isso, tem um público fiel, de todas as classes sociais e de todas as idades.

Além da música, a Viva FM sabe a importância que as promoções têm na fidelização de sua audiência. Pedágios e sorteios de brindes trazem interatividade com os ouvintes e são maneiras de expor a marca da rádio. Afinal, quem não é visto, não é lembrado, dizem os gurus do marketing!

 

Pedágio Rádio Viva

A emissora também tem tradição na realização de eventos com grandes nomes da música sertaneja, no sul de Minas e no Vale do Paraíba. Os eventos acontecem em praça pública ou mesmo em casa de eventos. É mais uma forma de promover o lazer e entretenimento na região, levando boa música e diversão à população.

Na próxima semana, o Dial na Web volta com o especial “Vozes de Minas”, entrevistando Edvaldo Matias, gestor artístico da Viva FM, que também é locutor e participou de todo o processo de posicionamento de mercado da rádio. Ele vai falar um pouco sobre sua história e sobre o mercado fonográfico. Não perca!

 

Edvaldo Matias, coordenador de programação e locutor

 

Saiba mais sobre a rádio Viva FM:

Site: www.radioviva.fm.br
Endereço: Rua Padre Caramuru, 657, Centro.
Telefone ouvinte: (35) 3431.2857
Telefone Comercial: (35) 3431.5112
Email: comercialradioviva@micropic.com.br

 

 

08 jan / 2013
POR: André Piunti

Ao contrário dos últimos anos, não está fácil fazer previsões para 2013.

A música sertaneja se abriu muito no ano passado, muita coisa ruim surgiu, e como era de se esperar, criou uma esperança de que gravando qualquer bobagem é possível fazer sucesso.

Por isso, em 2013, o grau de constrangimento com músicas deve facilmente bater seu recorde.

Como faço anualmente, segue uma lista de nomes e assuntos que devem entrar em pauta ao longo do ano. Se está faltando algum nome, dê uma olhada se eu já não comentei no ano passado. Se ainda assim achar que determinado nome deveria fazer parte desta postagem, é só deixar sua opinião nos comentários.

Lembrando que a postagem tenta adiantar algumas situações que podem acontecer no ano, não são chutes. Todos sabem que hoje ainda não se descobriu como se destacar sem fazer parte de um grande escritório ou sem ter algum tipo de parceria com pessoas fortes do meio. Por isso mesmo, alguns vários artistas bons em começo de carreira, mas ainda sem “poder”, não aparecem na lista abaixo.

 

-Israel Novaes

Ele deixou de ser novidade no ano passado, já se apresentou nas maiores festas do país, mas ainda segue tentando ser mais do que o cara da “Dodge Ram”. Falo do Israel com alguma insistência. Apesar de simples e sem muitos cuidados, o primeiro CD dele é muito bom, vale a pena ser baixado. Perto do que se vê por aí, há pelo menos 6 ou 7 músicas boas mesmo, todas composições dele, algo difícil de se ver hoje em dia. Tem imagem boa, tem músicas boas, e vem trabalhando pra melhorar sua postura no palco.

 

___

-O público

Há uma brincadeira que diz que, se o público não está gostando do seu trabalho, demita o público. A frase é irônica, e funciona para o nosso momento, em que muita gente diz que o problema são os jovens. O grande desafio de 2013 e dos próximos anos vai ser escapar do sertanejo ruim e conseguir reconquistar o público antes que ele simplesmente arrume um estilo mais legal ou mais “na moda” pra ouvir.

___

Henrique e Juliano

Uma das melhores vantagens deles é que são rostos novos, produto novo. Gravaram um DVD recentemente em Palmas, passam uma boa impressão boa no palco, sabem cantar mesmo, e já começam bem o ano com “Não tô valendo nada”, gravada ao lado dos padrinhos João Neto e Frederico. Dentro da equipe que cuida da dupla, há uma empresa de divulgadores, o que garante que, pelo menos neste ano, a dupla ande bastante. Dupla promissora.

___

-O ano do constrangimento?

Em junho do ano passado, fiz uma postagem que acabou tendo alguns desdobramentos que eu não esperava. Escrevi “E o novo sertanejo vira piada. Com razão?”, por conta de um clipe postado na seção “vergonha alheia” do Kibe Loco, blog de humor. Propus que refletíssemos se o fato de ter virado de o clipe ter virado chacota não seria um claro sinal de que as coisas estavam no caminho errado. Muita gente achou que critiquei uma dupla que está batalhando por espaço (Athos Prado e Delluca), quando na verdade o problema é bem mais abrangente. Pelo jeito, 2013 promete. Nem bem começou o ano e o Kibe Loco postou, novamente como “vergonha alheia”, mais um clipe sertanejo.

___

-Gabriel Gava

Foi a maior surpresa do ano passado. Surgiu no Espírito Santo, que não tem tradição em revelar sertanejos, e foi fazendo a “Fiorino” crescer aos poucos até virar, de fato, um grande “hit“. Gava é do mesmo empresário de Leo Magalhães, artista de agenda cheia, mas de roteiro de shows bem mais focado no Norte/Nordeste, onde Gava vem sendo bem trabalhado. Além de estar sempre na estrada, o cantor é bem quisto por gente importante de televisão. Seu primeiro DVD sai no começo do ano. É um nome a se acompanhar.

___

De olho

Há uma mania terrível em meio a pessoas que seguem a música sertaneja: acreditar no que ouvem sem se preocupar em confirmar a veracidade da história. A cultura do “fulano tá estourado em tal lugar” nunca cai em desuso, pois cada vez mais gente acredita. Pior, algumas duplas novas também caem, copiam o artista supostamente estourado, e também não chegam a lugar nenhum. Quem gosta mesmo de discutir música sertaneja, que em 2013 verifique se tal artista “estourado” tem agenda boa de shows, se as casas que ele toca são boas, se ele leva público e etc. O falatório é uma das coisas que mais atrapalha a nova geração.

___

-Laís

Segue bem fechado o espaço para mulheres no novo mercado, mas Laís já está encaminhada, e um dos primeiros objetivos é colocar uma música em trilha de novela. Ela tem um disco cheio de boas canções, com as lentas sendo superiores. Vai ouvir diversas vezes “outra Paula Fernandes?”, mas faz parte. Fato é que é ela vai precisar de uma canção bem forte pra passar por cima do olhar de desconfiança que recai em cima de qualquer mulher no sertanejo. Assista uma de suas canções.

___

-Lucas Lucco

Se ainda há espaço para cantores solo, Lucco pode ver seu nome ganhar espaço em 2013, apesar de gerar algumas discussões. Ele já gravou com o Catra e tem uma música chamada “Pac Man”, que automaticamente faz com que muita gente decida nem perder tempo com ele. No entanto, há coisas bem interessantes na curta carreira dele, como a mais recente e bonita “Pra te fazer lembrar”. Como tem bastante gente de olho nele, é um nome a se prestar atenção.

___

-Funknejo

Não sou contra a mistura, já que o sertanejo historicamente sempre foi muito aberto a outros estilos. O problema é qual funk o cantor resolve “adaptar”. Achei a gravação de “Ela é top”, do Leo Rodriguez com o McBola, a melhor parceria já feita até hoje. A música não fala palavrão, não tem conotação sexual, e tem melodia boa. Se “Louquinha” realmente pegar no carnaval, na versão do João Lucas e Marcelo com o Mc K9, preparem-se.

___

-Zé Ricardo e Thiago

Deixei pra falar sobre eles por último, já que não são mais novidade pra ninguém. Aos que não conhecem tanto o trabalho, a dupla é muito mais do que uma ou outra música legal. Emplacaram o “Sinal Disfarçado”, que andou muito bem por ser “atual” sem precisar apelar, e tem outras boas canções (“Turbinada” vai indo bem). O show deles é muito bom, eles realmente cantam bem, e agora fazem parte da Talismã, que vai fazer com que os dois se tornem rostos um pouco mais conhecidos. Se não embarcarem na onda do besteirol puro, tenho a impressão de que é uma dupla que pode surpreender muita gente.

___

 

O texto foi produzido por André Piunti para o blog Universo Sertanejo. Texto copiado na íntegra. Acesse o original: http://universosertanejo.blogosfera.uol.com.br/2013/01/08/previsoes-para-2013-o-que-vai-ser-destaque-na-musica-sertaneja/

27 dez / 2012

2012 foi o ano das onomatopéias e das letras e ritmos “chicletes”. Músicas com refrões estilo “tche tcherere tche tche”, “Tchu tcha tcha”, “Lê lê lê”, “Bará berê”, “Parapapapá” estiveram entre as mais tocadas nas rádios populares e sertanejas de Minas Gerais. O hit “oi, oi, oi” , tema de “Avenida Brasil” – novela campeã de audiência e de preferência do público, vencedora de diversos prêmios da TV brasileira – também foi destaque em popularidade, além do technobrega de Gaby Amarantos, que também foi tema de trama global. Poderíamos citar outros milhares de sucessos, como “Camaro amarelo” (entre os mais vistos do YouTube) e Gangnam Style.

As críticas a esses estilos considerados efêmeros, de sucesso rápido e astronômico, têm sido crescentes. “Muito de tudo isso só conferindo por dever de profissão”, diz um crítico do site Uol Entretenimento, em artigo publicado neste site. “Lamente-se apenas que a música clássica e também a instrumental continuem lá na rabeira das paradas de sucesso, traço nas planilhas dos analistas do mercado”, continua. Será o fim das canções ou apenas uma tendência passageira do mercado?

Apesar dos polêmicas e dos percalços, muita coisa bacana foi produzida este ano. Para citar alguns artistas de estilo comercial, daqueles que tocam em rádios, temos Thiaguinho e Péricles que, após deixarem o Exaltasamba, seguiram carreira solo e tiveram diversos sucessos emplacados durante o ano. Atualmente, trabalham as músicas “Ousadia e Alegria” e “Minha razão”, respectivamente. Dentre as duplas sertanejas, alguns artistas fugiram da tendência “arrocha” (ainda que tenham em seus shows canções neste estilo) e produziram canções belíssimas: Israel & Rodolffo, George Henrique & Rodrigo, Henrique & Diego, além dos artistas já consolidados, como Jorge & Mateus, Vitor & Leo, Zezé di Camargo & Luciano, dentre outros. Naldo, o fenômeno pop, levou multidões ao delírio com “Exagerado”, Chantilly” e “Amor de chocolate”, além de estar entre os artistas mais tocados do estado.

E aqui finalizo como advogada do diabo: mesmo aqueles que optaram pelos hits efêmeros têm seu mérito: fizeram muita gente dançar e se divertir em shows, em casa ou naquele “churrasquinho na lage”. Afinal, dá para condená-los? Cada música ou estilo mexe com o público de formas distintas. Se não com o corpo, com a alma ou com o coração. O que vale é deixar-se levar pela emoção.

 

 

26 dez / 2012

“Será que a viola casa bem com o cavaquinho?
Será que sertanejo combina com o pagodinho?”

Assim começa “Demais da conta”, de Israel & Rodolffo. A música, que já virou sucesso em várias regiões do Brasil, conta com a participação do Thiaguinho, o “príncipe do pagode”. A proposta é misturar os dois ritmos e, consequentemente, os dois públicos. Assim já fizeram Michel Telo com Sorriso Maroto (É ‘nóis’ fazer parapapá), Bruno & Marrone com Michel Teló, Daniela Mercury com Fat Boy Slim, Marcelo D2 e muitos outros artistas: misturar ritmos e batidas para criar diferentes sonoridades em prol da boa música. Afinal, as pessoas podem ter gostos ecléticos e curtir diferentes estilos; então para que segregar?

O grupo Sambô vem com uma proposta também arrojada: numa “roda de samba”, tocam grandes clássicos do pop e rock no ritmo de samba e pagode, à moda brasileira. Janis Joplin, U2, Maroon5, Raul Seixas: vários grandes nomes da música ganham releituras com o jeito dançante e despojado do grupo.

Mais ou menos na mesma linha do Sambô, o Beat Samba House Music  mistura a música eletrônica com vários outros estilos musicais, todos executados em ritmo de samba. De acordo com o vocalista, Rodolfo Pavan, a Beat Samba House Music se diferencia do Sambô no repertório, porque prioriza sertanejo universitário, pagode e música eletrônica. Os arranjos também são diferentes, numa pegada mais “samba-swing”, com levadas de violão e a mistura de música eletrônica.

Misturas criativas são sempre bem vindas; essa forma de transformar ritmos e estilos traz para o mercado novas propostas musicais, uma musicalidade diferente, que só vem a somar. E a música brasileira agradece.

26 dez / 2012

FONTE: Terra

 

O vilarejo de Pinggy, localizado a uma hora da capital Pequim, vai receber cerca de R$ 4,6 bilhões nos próximos dez anos para se tornar o Vale da Música da China. Segundo informações publicadas pelo jornal britânico The Guardian, a ideia é concentrar na área estúdios de gravação, fábricas de instrumentos musicais, escolas voltadas para o ensino da arte, um hotel cinco estrelas e uma arena em formato de pêssego para a realização de shows.

“A música é um tipo de arte tão intangível. Agora, com este projeto, queremos transformá-la em algo que se possa ver e tocar”, explica o oficial do Governo chinês Zhao Wei, 30 anos, responsável por dirigir a iniciativa até o mês passado. O motivo para a realização do ambicioso projeto é que a China passou a ver com preocupação o fato de seu progresso nas artes não ter acompanhado o econômico nos últimos anos. Agora, o setor passa a ser visto com prioridade no país, com promessas de serem injetados bilhões de dólares para subsidiá-lo.

Uma frase proferida pelo presidente Hu Jintao em novembro ilustra bem o novo pensamento: “a cultura é o sangue vivo da nação”.

O anúncio vem acompanhado de lentas, porém concretas, melhoras no setor. Com uma taxa de pirataria que já foi “virtualmente de 100%”, de acordo com a Federação Internacional da Indústria Fonográfica, e um controle governamental sobre tudo o que é produzido no país, o Governo criou, no ano passado, um comitê para reforçar as leis de propriedade intelectual locais – o que incluiu começar a cobrar por downloads de músicas feitos na China. A mudança gerou, na comparação entre 2010 e 2011, aumento de 23% nas vendas de canções online. Além disso, nos últimos anos houve um boom de festivais de música no país.

No entanto, ainda há muito a ser feito. Por exemplo, há anos gravadoras major do mercado têm se mostrado desesperadas para adentrar o território chinês – Warner, Sony e Universal já possuem escritórios no país. No entanto, barreiras impostas pelo Governo tornam difícil a entrada de investidores internacionais no gigante vermelho.

Além disso, em vez de investirem em novos talentos, Governos usam verbas de incentivo à cultura para construir teatros e arenas. “Nenhum dinheiro vai para os artistas e, sim, para os intermediários”, lamenta Scarlett Li, fundador de um festival organizado na China, para quem falta no país desde compositores até músicos e bandas para manter o mercado aquecido. “Mas esses intermediários não estão no centro da criação de conteúdo. Nada disso faz sentido para mim.”

E os artistas sentem diretamente na pele tais problemas. Vocalista da banda pequinesa P.K. 14, Yan Haisong disse desconhecer alguém de seu círculo profissional que tenha se empolgado com a ideia de se criar o Vale da Música. “Combinar música com política é muito estranho. Se eles querem melhorar a cultura, precisarão, na verdade, se abrir um pouco mais”, opinou.

 

Publicado originalmente em: http://musica.terra.com.br/china-investira-r-46-bilhoes-para-criar-vale-da-musica,cbe90e55328db310VgnVCM3000009acceb0aRCRD.html

21 dez / 2012

 

Difícil escolher num imenso leque de opções, de tantos radialistas, locutores e jornalistas, as vozes que fizeram e continuam a fazer história em Minas Gerais; vozes que vivenciaram as transformações do rádio ao longo dos anos e que tiveram suas vidas influenciadas ou mudadas pelo rádio. Gostaríamos de homenagear inúmeros profissionais que trabalham no rádio e que são exemplos de profissionalismo e competência.

Mas temos a certeza de que nossa homenagem a alguns dos ícones deste segmento em cada região das Gerais neste projeto “As vozes de Minas” vai contemplar os outros tantos talentos que trabalham nos 856 municípios do estado, nas diversas emissoras, cada uma com seu público e perfil.

A primeira entrevista do nosso projeto “As vozes de Minas” foi com José Maria Campos. Jornalista e radialista, trabalha na Difusora, de Patrocínio (pertencente ao Sistema Difusora) há quase 50 anos. É uma vida! Com certeza, tem muita história pra contar. Um profissional que, além de muita bagagem e conhecimento, traz consigo humildade, simplicidade e simpatia.

A Difusora (98,9 FM) foi a primeira rádio da cidade, que se localiza no Alto Paranaíba. Iniciou as atividades em 1949 e, desde então, vem acompanhando as tendências de mercado e evoluindo. Dá pra saber um pouco mais sobre sua história no site:  www.sistemadifusoraderadio.com.br .

Em 1963, “Zé” Maria entrou para o quadro de funcionários da Difusora e não saiu mais. Confira um pouco de sua história no rádio.

 

Há quanto tempo trabalha em rádio e o que motivou a entrar para esse meio? Conte um pouco da sua história.

Eu tenho 64 anos de idade; entrei no rádio em 1963. Minha história é até interessante: eu era estudante na época, no ginásio Dom Lustosa, e o colégio tinha um programa na rádio Difusora para divulgar as coisas do colégio, era meia hora. E tinha um grêmio no colégio e o diretor do grêmio escolhia um aluno para vir na rádio ler alguma coisa. Como eu era presidente do grêmio da minha sala, o presidente do grêmio geral me escolheu, através da indicação do professor de português (que dizia que eu tinha uma voz boa e lia bem), para preparar a leitura e vir à rádio. O locutor abriu o programa, me anunciou.

Eu acabei de apresentar a crônica, o gerente me chamou e disse que “você tem uma voz muito boa e lê muito; você não quer fazer um teste para trabalhar em rádio?”. Eu falei “faço!”. No outro dia eu fiz o teste da emissora e ele me contratou. E estou aqui até hoje, tem quase 50 anos já.

O rádio na época, nos anos 60, estava no auge. Mas as famílias tinham um preconceito tremendo com o rádio; quem trabalhava no rádio não era visto como boa pessoa. Quando a gente ia namorar uma moça, os familiares diziam “esse rapaz trabalha no rádio, não pode namorar com ele não”. Então era assim no início, mas depois graças a Deus esse preconceito acabou…. Em 1978, nossa profissão foi reconhecida, através do Governo Militar. Até então não era, hoje nós temos registro profissional, fizemos cursos de reciclagem e tudo.

O rádio é uma cachaça, vicia! Rádio é cultura, é eterno saber, eterno aprendizado. A gente está sempre aprendendo… com os que estão chegando, com os que estão saindo. O rádio nos comove, nos prepara para lidarmos com as emoções, pois lidamos com a morte e, infelizmente, até com a desgraça alheia. O rádio, para nós, é uma vida! E a gente morre falando; já aposentei e continuo falando!

Mas também enfrentamos muita polêmica. Já fui detido três vezes na época do golpe militar. A gente debatia em favor da liberdade durante o governo militar. Na época da censura prévia, em 1968, instaurada a partir do Ato Institucional 5, tudo o que a gente fizesse no rádio tinha que ser gravado antes; tínhamos que gravar todos os programas e, principalmente, noticiários antes e mostrar para a censura antes de colocarmos no ar. Isso revoltou o pessoal do rádio, e fizemos alguns comentários sobre o assunto e fomos detidos e torturados psicologicamente. Sofremos muito com os anos de chumbo. Mas graças a Deus passou, os anos de chumbo passaram e hoje está tudo bem. Hoje repudiamos qualquer tipo de anti-democracia. Atualmente, andam querendo regular a imprensa, mas não aceitamos de forma alguma. Nós, da imprensa, não aceitamos a censura.

 

O que mudou nesse meio desde que começou a trabalhar em rádio até agora?

Muita coisa. O preconceito, foi o primeiro. Como disse, nos anos 50 e 60 as pessoas tinham preconceito contra quem trabalhava no rádio. Hoje isso mudou bastante. Mudou também a valorização do profisisonal do setor, do radialista.

Mudou o esquema de trabalho, porque hoje temos liberdade para trabalhar, liberdade para perguntar e responder e para focalizar qualquer assunto que quisermos, graças ao sistema democrático. Hoje o rádio não aceita nenhuma imposição de poder, não é porque temos nossas próprias leis não…. e nem porque estamos “acima do bem e do mal”…. é porque queremos apenas esclarecer e mostrar pro público o que está acontecendo nos bastidores, o que está por trás de tudo: da política, da sociedade. E o povo, a população, aprendeu a admirar o nosso trabalho. Isso mudou muito. Hoje, nosso trabalho é reconhecido; claro que isso quando há uma imprensa transparente, imparcial e que ouve os dois lados da história. É o caso da Difusora, que faz 63 anos (AM/FM): temos credibilidade.

 

E o que mudou na sua vida de lá pra cá?

Mudou muita coisa. Através da nossa profissão, no rádio, aprendemos a ser mais humanos de tanto ver coisas incríveis acontecendo; humanizou nosso espírito e nos fez crescer bastante frente às intempéries da vida. Encaramos as coisas de forma mais humana. Por outro lado, nos revolta ver tanta injustiça. Hoje temos mais consciência das justiças e injustiças; lutamos pela justiça. Aprendi muitas virtudes nesses sentido e, principalmente, a virtude da gratidão.

 

Você acha que a internet representa alguma ameaça ao rádio?

Nunca! Nunca foi e nunca será; ao contrário, é uma ajuda para o rádio. Para nós, é espetacular. Hoje temos tudo, temos vários recursos, fazemos tudo pelo computador. Há 30, 40 anos não tínhamos nada disso, fazíamos tudo na base vontade de trabalhar, na garra. Hoje temos auxílio da tecnologia. O trabalho que eu gastava 8 horas para fazer, gasto 4. Mesmo sendo radialista antigo, procurei evoluir com o tempo. A internet não é nenhuma ameaça para o rádio, ao contrário: é uma ajuda para a comunicação.

 

Quais as maiores dificuldades enfrentadas para quem trabalha com rádio?

A política. Quando a política é bem exercida, é muito boa. Mas, infelizmente, nos tempos atuais, a política é mal exercida por uma minoria. E como queremos levar a ação dos políticos para a população, divulgá-las, esses mal políticos são contra a imprensa. Quando divulgamos uma ação não muito bem feita por políticos para a população, sofremos processos; eu já passei três processos, por exemplo, mas provei o que estava dizendo e deu tudo certo.

A nossa maior dificuldade é enfrentar o mal poder político, eles não aceitam nossas críticas. Só querem elogios. Quando criticamos, eles se revoltam contra nós e nos ameaçam. Há outras dificuldades, mas essa é a maior. O rádio é um meio de comunicação muito forte, 80% da população aqui escuta rádio. Não gosto dessa expressão, mas somos considerados “formadores de opinião”; mas levamos informações e opiniões para a população. Então…. a repercussão daquilo que falamos é grande.

 

Uma mensagem que é um norte para sua vida.

Imparcialidade. Seja imparcial no julgamento dos fatos, na construção de suas matérias. Sendo imparcial, a valorização do profissional é maior; imparcialidade é a palavra chave da imprensa.

 

Agradecemos a entrevista, “Zé Maria”! Fique à vontade para fazer suas considerações finais.

Agradeço a vocês pela escolha, fico grato. Parabéns pelo site que criaram, que vai abordar outros assuntos ligados ao rádio, isso valoriza o rádio e nós profissionais. Nosso muito obrigado, estamos sempre à disposição para outras entrevistas.

20 dez / 2012

Em entrevista, a cantora Maria Rita fala sobre carreira, sucesso e maternidade. Confira.

 

 

Segunda parte

Terceira parte

 

Agenda
Aniversários do mês
Peça o show na sua cidade

Aqui é seu espaço para sugerir o show que você gostaria de ver na sua cidade.

Sorteios

Faça seu cadastro e concorra a ingressos dos seus shows favoritos.

Participar