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13 fev / 2013

FONTE: Uol Música

O UOL lança a partir desta quinta-feira (7) a websérie Hashtag$, produzida pela Red Bull Music Academy. São seis mini-documentários temáticos que abordam a influência da internet na produção musical das últimas décadas, desde o processo criativo de quem trabalha no ramo às plataformas como essa produção é distribuída e consumida.

A série vai trazer toda quinta-feira vídeos legendados em português com duração entre 10 e 12 minutos. A relação da música com a internet é mostrada através de depoimentos de artistas, especialistas, blogueiros e representantes de diferentes estilos, desde o r&b, passando pelo rap, o dubstep, a música pop e o UK bass.

O primeiro episódio, intitulado “Don’t Call It #AltR&B”, trata sobre a inspiração e o acesso através da cena alternativa do r&b: como ela se desenvolveu e de que maneira a internet teve papel fundamental para consolidar e inspirar essa vertente musical. O vídeo tem depoimentos de artistas como How To Dress Well, The Weeknd, Rochelle Jordan, KLSH, Alby Daniels e BadBadNotGood, entre outros.

Assista aqui.

08 fev / 2013

E finalmente chegou a sexta-feira de carnaval! Momentos que muitos esperaram ansiosamente para então cair na folia; outros, para descansar. E outros – aqueles do mundo do entretenimento – com certeza devem estar trabalhando uma hora dessas para garantir que tudo saia conforme planejado. E quanto mais as pessoas se divertirem, mais certeza eles têm de que os objetivos foram cumpridos!

A galera que trabalha em rádio geralmente se envolve muito com as festas de carnaval, divulgando, promovendo ou até mesmo fazendo parte da equipe de produção, principalmente nas cidades do interior. Nestes locais, as emissoras acabam sendo a ponte entre o público e os produtores de eventos ou prefeitura (que, em grande parte das vezes, é a responsável pelo carnaval na cidade) e o seu papel acaba extrapolando o de meio de comunicação.

Tanto engajamento gera, claro, boas histórias! E é por isso que o Dial na Web hoje resolveu cair na folia e contar as saias justas dessa galera. Confira e divirta-se!

“Na década de 80, quando o famoso apresentador Bolinha com sua Caravana andavam pelo interior do Brasil,  um colega foi escalado para cobrir a passagem da trupe em uma cidade do Alto Paranaiba. Era Carnaval.

Empolgado, o repórter se preparou, vestiu camiseta da emissora e foi para o camarim em um estádio de futebol. Lá ficou vidrado em duas ‘boletes’  que andavam com poucas roupas acompanhando o mestre da comunicação. Bolinha era era tido como mal humorado, característica que não disfarçava nem mesmo na Band aos sábados. Bolinha, quando era contrariado, fechava a cara e dizia “É o Clube do Bolinhaaaaaaaaaaaaa” de maneira grave e séria.

Distraído com o corpo escultural das bailarinas, o repórter – na hora que o estúdio chamou ao vivo – encheu o peito de ar e começou a falar daquela maneira quando parece que o cérebro do radialista pára e o o piloto automático é acionado. “Estamos aqui ao vivo com o…..(branco) Chacrinha”, disse se referindo ao apresentador da Globo (e rival de Bolinha!). Houve um silêncio no camarim. Bolinha fechou a cara e cumprimentou o repórter secamente. Ao lado, o técnico de som da rádio começou a rir tanto que seus ombros tremiam tentando esconder a gargalhada.

Bolinha percebeu e falava o tempo todo ” É, é o Cube do Bolinha”, querendo rir também, principalmente depois de perceber que o técnico ria tanto que talvez estivesse se vingando de alguma palhaçada promovida pelo repórter, da qual tivesse sido vítima.

Foi uma tragédia de entrevista, mas que fez rir o mestre da Band e todos em volta dele.”  (Leid Carvalho, rádio Módulo – Patrocínio)

 

“Em 1994, estava fazendo a cobertura do carnaval de Juiz de Fora para a Itatiaia, minha posição era flashes da concentração. Uma amiga repórter da Solar FM me perguntou se eu sabia descrever um determinado carro alegórico, que estava mais a frente. Deixei minhas coisas com ela (microfone, radinho, gravador) e fui atrás do carro e do pessoal pra perguntar detalhes. Um dos “empurradores” me convenceu a entrar dentro e ver a estrutura. Os outros “empurradores” começaram a empurrar e o que estava comigo saiu correndo pra empurrar também. O carro alegórico era enorme e eu não sabia onde era o buraco de saída e nem mesmo o que eu tinha entrado. Eu tenho fobia de lugar fechado; no apavoramento, eu nem respirei pra pensar: comecei a gritar. Como o povo estava empolgado cantando, ninguém me ouvia… só empurrava e cantava. Apesar de andar lento, o cheiro, o desespero, nem me deixaram raciocinar (“valerei!”)… disparei a gritar e chorar. De repente, do nada, abriu uma brecha (não sei porque) e um dos empurradores gritou a moça da Itatiaia; eu sai do carro em plena avenida, aos prantos, sem microfone, sem nada. Claro, fui motivo de chacota pra todo mundo: a carioca Portelense de araque que tem medo de carro alegórico. Foi péssimo. Acredito que alguns colegas de profissão que estavam lá na época se jogam de rir quando lembram da minha cara. Felizmente não tinha internet, porque eu estava realmente aos prantos…. MICO total.”  Valéria Tinoco, hoje gestora artística da rádio Paranaíba (Uberlândia)

 

 

“Estávamos entrevistando uma banda nos estúdios (improvisados) na área do no carnaval de Ituiutaba. Já não chovia há um mês, estava um sol escaldante, muito calor. Então, logo no começo da entrevista, começou a pingar água no estúdio. O locutor disse:
– Chove demais em Ituiutaba! É tanta água que está até pingando aqui!
O ouvinte ligou segundos depois ao vivo e disse:
– Começou a beber cedo, amigo! Que chuva, cara? Está um sol horrível aqui de fora!
Era uma goteira provocada pela caixa d água! Claro que todo mundo caiu na risada, e o locutor custou a sair da saia justa.

Pra acabar fechar com chave de outro, outro locutor da equipe estava em uma loja da cidade na linha esperando pra fazer um flash. Ouvíamos ele pelo retorno interno. A banda era meio esnobe e a equipe acabou criando uma certa ‘antipatia’ em relação aos músicos. Então o locutor, sem saber que estava sendo ouvido, começou a falar besteira do grupo sem saber que estava sendo ouvido:
– Esses caras são muito ruins! Esse carnaval vai ser horrível, vai dar 30 pessoas hoje com uma atração dessas.
Imagina a nossa cara com os artistas.” Alex Aniceto, da rádio Cancella (Ituiutaba).

Nós imaginamos, Alex!

 

 

Tem outras histórias. Umas divertidas, outras trágicas e outras de muito sucesso. Conte a sua também!

04 fev / 2013

Esses são Renan e Alexandre, locutores da Itatiaia de Varginha, junto com Alessandro

 

Fizemos um especial sobre o Sul de Minas no mês de janeiro! Além de escrever uma matéria sobre a região, destacar duas rádios importantes (Viva FM e Max FM) e fazer um especial Vozes de Minas sobre nosso querido amigo Edvaldo Matias, nossa equipe  fez o roteiro de divulgação por lá na última semana, passando por diversas cidades.

Registramos a viagem aqui no blog (aqui, aqui e aqui). Essas são as últimas fotos, confira.

 

Diego e Fábio Tardelli da rádio Itatiaia, de Varginha, com nosso divulgador

Essa é a nova sede da rádio SuperMinas, de São Gonçalo do Sapucai

Leonil, da rádio Vanguarda FM, de Varginha

 

Renan, da rádio Transamérica de Três Pontas

01 fev / 2013

 

Na semana passada, o Dial na Web trouxe um informações e curiosidades sobre o Sul de Minas. Como sabem, o sertanejo universitário ganha cada vez mais força por ali e é bem representado na região: há rádios com programação 100% sertaneja e outras nas quais esse estilo ocupa de 70% a 90% da programação. Sem contar os shows e eventos que acontecem, com artistas locais ou renomados.

Apesar disso, há espaço para todos os gostos: axé, música eletrônica, pop e até o rock’n’roll. O público pode ser bastante eclético quando se trata de música, e os jovens – geralmente os que curtem uma balada sertaneja – também gostam de ouvir outros estilos que estão bombando pelo mundo. Pelo menos foi essa a aposta que a Tetê, gestora da rádio Max FM de Itajubá, fez: em meio à onda sertaneja, lançou no mercado uma emissora com programação Pop. Loucura ou percepção de oportunidade de mercado?

 

 

A Rádio Max FM nasceu em 2006, na cidade de Itajubá, com a proposta de ser um diferencial no dial da região. A idealizadora do projeto, Tetê Costa, apostou no segmento Pop, direcionado ao público jovem, apesar do crescimento exponencial do estilo do chamado “sertanejo universitario”. E adivinhem? Foi muito bem aceita nas bandas de lá.

O sucesso começou depois de um evento acontecido em 2007, no qual a emissora reuniu quase 12mil pessoas no Parque de Exposições de Itajubá. Foram seis horas de festa com tendas de musica eletrônica, funk, MBP e rock, tudo “junto e misturado”. Desde então, a percepção dos profissionais da área sobre esse mercado mudou; “temos público para quase tudo aqui na região”, diz Tetê.

 

Parede da Max FM, Itajubá

 

A partir daí, só aumentou a aceitação da rádio, com seu perfil diferenciado em relação às outras emissoras da região. “A audiência é fantástica”, para usar palavras de Tetê. Mas não significa que não há desafios e obstáculos; “a dificuldade para equilibrar uma rádio deste padrão até hoje vem com um sofrimento suportável. Há uma  satisfação sem tamanho quando o reconhecimento vem de pessoas leigas e profissionais de todas as partes do mundo. Os desafios nós superamos com a força com o sucesso da Max FM”, diz Tetê, otimista.

 

 

Outra fonte de força e persistência foi a  paixão que Tetê tinha e tem pelo que faz. “A Max FM é uma rádio, alegre, despojada, arrojada, de vanguarda. E nestes 6 anos de existência, irradia alegria, descontração, bom humor, informação, atualidades do mundo da música internacional e nacional”. Sem dúvidas, a energia, alegria e frescor que a rádio transmite por meio de sua programação e plástica é reflexo do amor, empenho, trabalho e dedicação de Tetê e, claro, de toda a equipe.

 

Tetê Costa e Rafaela. Quanta alegria!

 

E por falar em equipe, excelentes profissionais já trabalharam na Max FM, e muito colaboraram para o crescimento da emissora. Tetê cita alguns: Gisele de Souza, hoje na Rádio Mix de Campinas, Sandro Azevedo e Danilo Mesquita. Hoje a Max FM conta com uma equipe TOP: na locução, Luiz Fernando Guimarães, Flávio Storino, Naiguel Martins e a própria Tetê Costa. A produção do bloco comercial da Max FM é feita por Rafaela Novaes. E toda a turma do escritório – Rosa Rennó, Fabio Theodoro, Priscila Silveira, e Tatiane Dias –  ajuda a fazer a diferença a cada dia no rádio.

 

Equipe reunida

 

Equipe reunida

 

A Max FM valoriza o profissionalismo. Aposta na captação e formação de profissionais qualificados, além da utilização de recursos tecnológicos de ponta, como o “Pulsar” e a plástica da Reeworld. Além disso, o bom relacionamento entre os membros da equipe favorece o desenvolvimento da emissora enquanto empresa – elemento fundamental para sua sobrevivência e projeção mercadológica. O resultado dessa conduta é que a rádio acabou se tornando uma espécia de “rádio escola”, onde os locutores aprendem locução, gravação de spots comerciais e a operar o programa Pulsar; depois acabam sendo contratadas por grandes emissoras do Brasil. Com isso, a Max já colaborou com inúmeros profissionais que hoje se destacam no cenário radiofônico do país.

 

No ar?

 

Essa sinergia também reflete no mercado. A emissora possui fãs e admiradores na cidade. O público é centralmente formado por adolescentes, jovens e pessoas antenadas com o mercado Pop de música nacional e internacional. “Uma opção diferente, que no interior de Minas é quase nulo, devido ao excesso de rádios com outros segmentos”, diz Tetê. Nem sempre é fácil nadar contra a maré, mas às vezes é justamente esse o diferencial competitivo!

 

Turma toda reunida

 

 

Tetê e Rafaela

 

Ainda que tenha suas particularidas, a rádio sabe que não pode ignorar o que está bombando no mercado. É por isso que deu início a um programa (Maxneja) que mescla o sertanejo universitário e a country music americana. É uma forma de agradar o público sem deixar de lado sua identidade. Tetê diz que “há público para consumo de todos os gêneros (…); a galera vai para qualquer show, pois é festa. Mas o mais bombando atualmente é o Sertanejo Universitário”.

 

A rádio faz ações com frequência pelas ruas de Itajubá

 

As promoções também são usadas para cativar e fidelizar os ouvintes. A Max FM é conhecida como “a rádio das grandes promoções”; faz barulho com camisetas e brindes sorteadas durante a programação, mas também com mega prêmios, como levar o ouvinte para Los Angeles ao show da Madonna com tudo pago (isso mesmo!). Promovem shows em São Paulo (e a proximidade com o estado ajuda), sorteiam viagens para Salvador, Nintendo Wii, celulares, iPod, CDs, DVDs, festas, blocos de carnaval….. e uma infinidade de coisas. Uma forma de demonstrar o respeito por sua audiência e o carinho com os ouvintes.

 

Carro de promoção da rádio

 

 

 

Tanto sucesso veio a partir de muita garra e energia positiva. Tetê é assim, e a Max é a sua cara. Em entrevista para elaborarmos essa matéria, ela diz “A Max FM adoraria estar presente em mais eventos na cidade de Itajubá e região. Gostamos de festas bem elaboradas, estruturadas e planejadas para o sucesso e segurança de nossos ouvintes pois sempre seremos parceiros dos clientes e companheiros dos ouvintes”. Desejamos a ela e à rádio sucesso nessa empreitada e que todos os anseios sejam concretizados. Tetê finaliza: “Obrigada a Deus por cada dia de existência, o carinho dos nosso queridos ouvintes, parceiros e colaboradores”.

 

Tetê Costa

 

 

31 jan / 2013

30 jan / 2013

Naldo esteve em BH no último dia 26, no Chevrolet Hall. Casa lotada, e a galera foi ao delírio nos momentos de climax do show, quando o carioca canta os hits Amor de Chocolate, Exagerado ou Chantilly.

Marco Aurélio Canonico escreveu para a Folha de São Paulo sobre o sucesso do cantor. Confira.

 

Sentado na cama montada no andar inferior do ônibus leito que acabou de comprar, Ronaldo Jorge Silva, o Naldo, explica que “a van não estava dando mais”. “Era apertada e desconfortável para ir de um show a outro”, diz o cantor, que acabara de chegar de Salvador, rumava a São Gonçalo (RJ) e, de lá, iria a São Paulo e Brasília.

Claramente, este carioca de 33 anos ficou grande demais para uma van. Ele é “o cara” deste verão, graças ao sucesso de canções dançantes como “Amor de Chocolate” e “Exagerado”, com letras que, segundo ele, “falam de amor de uma forma mais quente, mas não vulgar”.

 

 

Naldo está em todo lugar: nas rádios para jovens, na trilha da novela das 21h, nas dancinhas que os jogadores fazem para comemorar gols, imitando suas coreografias, no “Big Brother Brasil”, no show de aniversário de São Paulo e em centenas de outros em boates e festivais.

No próximo sábado, estará de volta à capital paulista para mostrar seu show completo, o “Na Veia Tour”, com cenário high-tech, figurinos iluminados (literalmente) e coreografias variadas.

É um espetáculo no qual vem trabalhando desde 2011 com sucesso crescente, partindo da classe C rumo à elite. “Ele é uma versão ‘sertanejo universitário’ do funk”, diz o produtor Carlos Eduardo Miranda. “É um guri carismático e que trabalha sério.”


HÍBRIDO

“Ele inventou um híbrido de funk com beats da house”, diz o antropólogo Hermano Vianna, citando explicação que ouviu de outro artista popular, Leandro Sapucahy. “Por isso tem grande penetração em pistas que não tocam funk e grande aceitação por públicos que não gostam de funk”, diz Vianna.

De fato, Naldo chegou à classe A. Só na noite do último Réveillon, tocou em três festas caras no Rio, em lugares como a Sociedade Hípica e o hotel Intercontinental; no Carnaval, estará no camarote mais badalado da Sapucaí. E três músicas suas, além do álbum “Na Veia Tour”, aparecem entre os mais vendidos do iTunes Brasil.

Seu cachê acompanhou o movimento: quadruplicou de um ano para cá. Hoje, está por volta dos R$ 120 mil, dependendo do tipo de show.

Quarto filho de uma família de oito, Naldo nasceu e foi criado no complexo de favelas da Maré, no Rio. Evangélico como os pais e irmãos, começou a cantar aos sete anos, no coral infantil da igreja. Graças à influência de uma irmã mais velha, cresceu ouvindo “Michael Jackson, RPM, Tim Maia, Menudos”.  A influência do ambiente o levou ao funk, em dupla com o irmão Jorge Luiz da Silva, quatro anos mais novo.

A dupla Naldo e Lula começou a se destacar em 2005, graças ao sucesso de “Tá Surdo”, que entrou em coletânea organizada pelo DJ Marlboro, com 600 mil cópias vendidas, e gerou um clipe e convites para programas de TV. A ascensão foi interrompida pelo assassinato de Lula em 2009, um crime mal explicado (o corpo foi encontrado carbonizado) e sobre o qual Naldo prefere não se estender.

Após um período de luto, decidiu continuar o próximo projeto que tinha em mente com o irmão, o CD “Na Veia”, lançado de forma independente em 2009. Foi ele que deu origem ao fenômeno. “Muita gente está me conhecendo, mas não conhece minha história de 13 anos na música, tudo que já vivi”, diz. “Eu vou trabalhar para que isso se mantenha, mas é claro que as coisas mudam. Depois dessa grande exposição, tudo depende da maneira como você trabalha.”

 

Palmas para o nosso fenômeno pop! Tivemos a chance de conhecê-lo pessoalmente (a Navegador Música é responsável pela divulgação do trabalho dele nas rádios de Minas Gerais): não perde a alegria e nem a humildade. Cheio de garra e energia, leva o trabalho com responsabilidade e seriedade, ainda que tenha um senso de humor incrível.

 

 

O show de Naldo é realmente vibrante, um espetáculo. Com músicas sensuais e dançantes, não dá para ficar parado. De fato, “a gente sente um calor…” como diz uma  grande amiga.

 

Show em BH, no ano passado.

Naldo está alçando vôos altos, mas não tira os pés do chão. Cuida da carreira, da imagem e tem o maior carinho pelos fãs. Já contei uma história aqui no blog: na ocasião do show acima, que aconteceu em BH, fui levar esse carioca marrento para fazer uma entrevista ao vivo na BH FM, rádio promotora oficial da festa. No caminho, uma fã viu ele dentro do carro e começou a gritar, dizendo que amava ele. Mas não era um fã comum: ela estava de vestido de noiva, provavelmente a caminho da cerimônia. Naldo pediu para o motorista parar o carro. A noiva também parou, e o resultado foi um grande presente de casamento!

 

É ou não é pra apaixonar?

 

 

25 jan / 2013

 

 

É encantador o Sul de Minas. Em meio à paisagem da Serra da Mantiqueira, abrem-se os caminhos, que sobem do solo até as portas do céu. Uma região de clima ameno e frequentemente chuvoso, repleto de montanhas, vales, serras, cachoeiras e exuberante vegetação. Lá, a cultura e a hospitalidade do povo possibilitam experiências únicas de lazer e entretenimento.

 

 

O Sul de minas é umas das doze mesorregiões do estado de Minas Gerais. É formada pela união de 146 municípios agrupados em dez microrregiões. A base da economia ainda é agrícola (destaque para o café), mas o turismo também é forte na região devido às belas paisagens, eventos e do Circuito das Águas.

 

Mapa do Sul de Minas (Fonte: Google Maps)

 

Dentre os municípios localizados nessa área, destacam-se Poços de Caldas, com aproximadamente 153mil habitantes, Pouso Alegre (131mil), Varginha (124 mil), Passos, Itajubá, Alfenas (cidade universitária, famosa pelo CarnAlfenas), Três Corações, São Sebastião do Paraíso, Três Pontas, Guaxupé, São Lourenço (nas proximidades, Caxambu), Lavras (também é cidade universitária), Machado, Boa Esperança, Santa Rita do Sapucaí, Andradas e Ouro Fino.

 

Rádio Transamérica, de Três Pontas

 

 

Em Ouro Fino, a rádio Difusora é uma das parceiras da Navegador

 

Essas são as cidades maiores, mais populosas. Mas ainda há pequenos e importantes municípios, todas elas com suas emissoras. Campos Gerais, Coqueiral, Lambari. Nossos roteiros sempre incluem também essas cidadezinhas. Muitas vezes, há nelas rádios de grande expressividade.

 

Alessandro (Navegador) e Firmato da Rádio Montanhesa, de Campos Gerais.

 

No sul de Minas ainda há uma particularidade: as cidades ficam próximas umas das outras, ao contrário do Norte de Minas, por exemplo. Dependendo do transmissor, o alcance da rádio é enorme, abrangendo várias cidades. Se, por um lado, isso aumenta o público das emissoras, por outro gera mais concorrência.  Assim, é preciso caprichar na programação e nas promoções para fidelizar os ouvintes.

 

Lambari e a vista da rádio Transmineral FM

 

A primeira cidade da região e, portanto, a mais antiga, é Campanha, que já foi a capital do estado de Minas Gerais em determinado período. Hoje, a cidade tem belos casarões históricos, pousadas aconchegantes e alguns restaurantes interessantes, dentre eles o Empório Casa Dei, que nossa equipe teve a chance de conhecer em uma de suas viagens à cidade, para visitar a pequena emissora de rádio do município.

 

Campanha, MG

 

E, voltando a falar de rádio, importantes emissora de rádio estão localizadas no Sul de Minas: Minas FM, de São Gonçalo do Sapucai, Viva FM de Cambui (fizemos um Dial na Web sobre a Viva e sobre o coordenador de lá, Edvaldo Matias), Vanguarda de Varginha, 94 FM de Lavras, Emboabas de São João del Rei, Band de Pouso Alegre e muitas outras.

 

Alessandro (Navegador) visita a rádio Panorama FM, de Itajubá

 

O sertanejo universitário ganha cada vez mais força por ali. Há rádios cuja programação é 100% sertaneja e outras em que esse estilo ocupa 70% da programação. Shows e eventos desse estilo são comuns na região.

 

Outdoor na estrada próximo de Alfenas mostrava evento na região (junho/2012)

 

Apesar disso, há espaço para todos os gostos. Diversas festas de axé, como o Escarpas Folia, CarnAlfenas (e outros carnavais fora de época), eventos musicais religiosos e festas de música eletrônica dividem espaço com festas do peão e do cowboy, exposições e outras. Estes são exemplos de como o público pode ser eclético; “temos público para quase tudo aqui na região”, diz Tetê, gestora da rádio Max FM de Itajubá.

 

Outdoor de festa em Três Pontas mostra que nem só de sertanejo vive a região (junho/2012)

 

E por falar em diversidade, a Max é um bom exemplo de que o diferente pode dar certo. A rádio tem um perfil jovem e a programação é recheada de músicas no estilos pop nacional e internacional. Segundo Tetê, quando entrou no ar os ouvintes diziam: “A Max era tudo que Itajubá precisava”, ou “acabei de chegar da Europa e esse som estava bombando lá, nunca pensei que fosse ouvir isso aqui, que bom que a Max existe”. Até hoje, a programação da rádio ainda é muito elogiada, pois reflete tudo o que toca no Brasil e no mundo. Nem sempre é fácil nadar contra a maré, mas às vezes é justamente esse o diferencial competitivo!

 

Parede da Max FM, Itajubá

 

Ainda que tenha suas particularidas, a rádio sabe que não pode ignorar o que está bombando no mercado. É por isso que deu início a um programa (Maxneja) que mescla o sertanejo universitário e a country music americana. É uma forma de agradar o público sem deixar de lado sua identidade. Tetê diz que “há público para consumo de todos os gêneros (…); galera vai para qualquer show, pois é festa. Mas o mais bombando atualmente é o Sertanejo Universitário”.

 

Montagem da ExpoAgro, em Guaxupé (junho/2012)

 

A verdade é que o sertanejo universitário e o arrocha tem ganhado mercado em todas as regiões de Minas. Mas isso não significa que acabaram as chances para o pagode, o pop, o rock e outros. Thiaguinho é um exemplo de como o pagode ainda tem muita força, nacionalmente falando. Em BH, inclusive, a Fã FM optou por apostar no pagode e no samba (e suas vertentes), e tem dado muito certo. No pop, há muitas divas no topo e um “fenômeno” chamado Naldo, que está bombando em todo o Brasil. Sem contas que muitas rádios se dão bem tocando esse estilos: inquestionável a força da Jovem Pan nas diversas cidades brasileiras e também de outras emissoras, como a própria Max FM. O clássico rock’n’roll pode não ter tanto espaço nas rádios, mas ganha público fiel nos shows e nos iPods.

Pra finalizar, percebo o seguinte: quando o assunto é rádio, não há milagre. Ainda que se tenha uma programação 100% sertaneja ou de um estilo qualquer que esteja no topo, o que faz a diferença não é isso. A fórmula do sucesso consiste em juntar ingredientes imprescindíveis como: planejamento estratégico, posicionamento de mercado,  trabalho bem feito (programação equilibrada, plástica bem feita), promoções e muita energia positiva!

 

Três Pontas

 

Na próxima semana, o Dial na Web vai trazer uma matéria sobre a rádio Max FM, assim vocês poderão saber a história da emissora, dificuldades enfrentadas e muito mais!

18 jan / 2013

É a vez de colocar os holofotes sobre um artista dos “bastidores”! É isso que o especial “Vozes de Minas” pretende fazer: mostrar como locutores, no dia-a-dia, levam  alegria e entretenimento para as pessoas, por meio de suas vozes e da programação musical. São essas pessoas que, diariamente, ajudam a construir e solidificar grandes emissores e até grandes artistas. Hoje nosso entrevistado é Edvaldo Matias, “o carisma do rádio”. Confira!


Edvaldo Matias, coordenador de programação e locutor da rádio Viva, de Cambui

 

Na semana passada, o Dial na Web trouxe um pouco da história da Viva FM, de Cambui. Agora é a vez de falar sobre Edvaldo Matias, gestor artístico e locutor desta importante emissora do sul de Minas.

 

Edvaldo apresenta os shows promovidos pela rádio Viva.

 

Nascido em  Mairiporã, interior de São paulo, em 18/07/1976, Edvaldo começou cedo a trabalhar em rádio: com 20 anos, tornou-se repórter de um programa esportivo em sua cidade natal, na antiga rádio Nova Nação. No ano seguinte, iniciou o curso de locução na rádio oficina (em São Paulo) e, logo depois, iniciou a sua carreira profissional como operador de áudio na Tupi FM, também na capital paulista. Foi nesta rádio o primeiro trabalho que teve como locutor profissional, e lá permaneceu até 1999.

 

Edvaldo no início da carreira como radialista

Depois de passar por outras emissoras da Grande São Paulo e interior do estado, Edvaldo veio para Minas no final de 2002, a convite de um amigo que estava à frente da Viva FM, de Cambui. O projeto era ousado: fazer da Viva uma rádio 100% sertaneja. Como ele  já tinha experiência em outras emissoras, inaugurou a nova programação no dia 04 de Janeiro de 2003 e o programa “O carisma do rádio, no qual faz a locução e a programação. Este mês, completa 10 anos de sucesso, com enorme audiência e ouvintes fiéis.

 

 

Dá pra ouvir a rádio pela internet. O horário do nosso amigo é de 7 às 11hs da manhã de segunda a sexta, e aos sábados de 8hs ao meio-dia: www.radioviva.fm.br.

 

Confira a entrevista com nosso querido amigo e parceiro, Edvaldo Matias:

 

 

Edvaldo, já contamos um pouco da sua história. São 17 anos em rádio, sendo 10 só na rádio Viva. O que o motivou a entrar para esse meio?

Desde criança, o meu sonho era trabalhar em rádio, esse veículo fascinante que acompanha as pessoas e faz parte do seu dia-a-dia!

 

Edvaldo no estúdio, no princípio de sua carreira

O que mudou nesse mercado de lá pra cá?

Hoje o rádio também está na internet. Com isso temos uma ferramenta a mais de interatividade com os ouvintes. Mas, ao mesmo tempo, o rádio não mexe mais com a imaginação das pessoas como antes; isso é preocupante. O rádio mexia muito mais com a imaginação do ouvinte, isso era o forte do rádio. 

Uma das histórias engraçadas: quando eu comecei aqui na Rádio Viva eu tinha apenas 26 anos e apresentava um programa só com músicas raízes e clássicos sertanejos. O programa ia ao ar das 4hs às 8hs da manhã, porém esse programa logo virou um sucesso, com hora certa de música em música, informações das estradas e muito dinamismo. Quando os ouvintes me conheciam pessoalmente por alguma razão, ninguém acreditava que era eu! Era difícil explicar que o locutor daquele programa era eu. Os ouvintes me chamavam de velhinho da madrugada (risos). O rádio mexia muito com o imaginário das pessoas.

 

E o que mudou na sua vida de lá pra cá?

A minha vida profissional e pessoal cresceu junto com a emissora. Hoje estou com 36 anos, muito mais experiente e a cada dia procuro aprender mais. O importante é sempre entender o que está acontecendo no mercado. Mas a tradição é fundamental!

Hoje acredito que o motivo maior do sucesso da minha carreira como locutor e diretor de programação foi a capacidade de entender e compreender as mudanças do mercado radiofônico, sem perder a originalidade e o padrão da programação!

 

Com a equipe, no estúdio

 

Quais as alegrias e dificuldades de trabalhar em rádio?

A maior alegria de quem trabalha no rádio com certeza absoluta é o reconhecimento dos ouvintes. Como eu digo sempre para os meus colegas locutores aqui da radio Viva: “é preciso chegar no coração do ouvinte e para isso é preciso ser amigo,verdadeiro e falar com propriedade”.

Uma satisfação profissional também é o reconhecimento dos patrocinadores que investem no rádio; quando o retorno é um sucesso, a gente fica muito feliz!

A maior dificuldade que encontrei na profissão foi quando eu precisei realizar uma cirurgia nas cordas vocais e fiquei algumas semanas afastado do contato com os ouvintes.

 

Com a dupla Don & Juan, na rádio Viva

Conte para a gente seus planos pro futuro.

O meu plano para o futuro é continuar na Rádio Viva por muito tempo e consegui manter a grande audiência; realizar os meus objetivos profissional e pessoal!

 

Com Zé Henrique & Gabriel

Deixe sua mensagem para os internautas que estão lendo sua entrevista. Pode ser uma mensagem que te motiva ou que você gosta.

“Embora ninguém possa voltar ao passado e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim”! Aproveite o dia!!

 

Edvaldo, obrigada pela participação nesse especial Dial na Web, Vozes de Minas.  Desejamos sucesso na empreitada. Fique à vontade para fazer as considerações finais.

Agradeço a Deus, em primeiro lugar, pelo dom que me deu e saúde para trabalhar; a minha família e amigos; todos os ouvintes, patrocinadores, diretores e companheiros de trabalho; e a todos os parceiros que contribuem para o meu sucesso!

 

 

 

 

11 jan / 2013

Geraldo Rodrigues, diretor da Rádio Viva FM

 

100% sertaneja, com programação 24horas e grandes profissionais, a Viva FM tem se destacado entre as rádios do sul de Minas Gerais, importante região do estado. Hoje o Dial na Web faz sua homenagem a essa grande parceira da Navegador Música!

 

Equipe da rádio Viva FM com dupla sertaneja Maurício e Mauri

 

Localizada na cidade de Cambui, a 151 km quilômetros de distância de São Paulo e 420 km da capital mineira, a emissora tem uma cobertura de aproximadamente 250 municípios, abrangendo – além do sul de Minas – a Serra da mantiqueira,o Vale do Paraíba e Leste Paulista. Seu transmissor fica localizado na pedra de São Domingos, a 2050 metros de altura em relação ao nível do mar.

 

Área de cobertura da rádio Viva FM, de Cambuí

Há anos no mercado, foi somente em 2003 que a rádio voltou sua programação para a música sertaneja. Pioneira neste segmento na região, esse mês completa 10 anos de sucesso absoluto! Ao longo dos anos, acompanhou a transformação no universo sertanejo sem perder suas características. Sua programação é abrangente, bem planejada e elaborada, mesclando grandes sucessos com hits do momento em programas específicos que compõe a grade da emissora. Por isso, tem um público fiel, de todas as classes sociais e de todas as idades.

Além da música, a Viva FM sabe a importância que as promoções têm na fidelização de sua audiência. Pedágios e sorteios de brindes trazem interatividade com os ouvintes e são maneiras de expor a marca da rádio. Afinal, quem não é visto, não é lembrado, dizem os gurus do marketing!

 

Pedágio Rádio Viva

A emissora também tem tradição na realização de eventos com grandes nomes da música sertaneja, no sul de Minas e no Vale do Paraíba. Os eventos acontecem em praça pública ou mesmo em casa de eventos. É mais uma forma de promover o lazer e entretenimento na região, levando boa música e diversão à população.

Na próxima semana, o Dial na Web volta com o especial “Vozes de Minas”, entrevistando Edvaldo Matias, gestor artístico da Viva FM, que também é locutor e participou de todo o processo de posicionamento de mercado da rádio. Ele vai falar um pouco sobre sua história e sobre o mercado fonográfico. Não perca!

 

Edvaldo Matias, coordenador de programação e locutor

 

Saiba mais sobre a rádio Viva FM:

Site: www.radioviva.fm.br
Endereço: Rua Padre Caramuru, 657, Centro.
Telefone ouvinte: (35) 3431.2857
Telefone Comercial: (35) 3431.5112
Email: comercialradioviva@micropic.com.br

 

 

08 jan / 2013
POR: André Piunti

Ao contrário dos últimos anos, não está fácil fazer previsões para 2013.

A música sertaneja se abriu muito no ano passado, muita coisa ruim surgiu, e como era de se esperar, criou uma esperança de que gravando qualquer bobagem é possível fazer sucesso.

Por isso, em 2013, o grau de constrangimento com músicas deve facilmente bater seu recorde.

Como faço anualmente, segue uma lista de nomes e assuntos que devem entrar em pauta ao longo do ano. Se está faltando algum nome, dê uma olhada se eu já não comentei no ano passado. Se ainda assim achar que determinado nome deveria fazer parte desta postagem, é só deixar sua opinião nos comentários.

Lembrando que a postagem tenta adiantar algumas situações que podem acontecer no ano, não são chutes. Todos sabem que hoje ainda não se descobriu como se destacar sem fazer parte de um grande escritório ou sem ter algum tipo de parceria com pessoas fortes do meio. Por isso mesmo, alguns vários artistas bons em começo de carreira, mas ainda sem “poder”, não aparecem na lista abaixo.

 

-Israel Novaes

Ele deixou de ser novidade no ano passado, já se apresentou nas maiores festas do país, mas ainda segue tentando ser mais do que o cara da “Dodge Ram”. Falo do Israel com alguma insistência. Apesar de simples e sem muitos cuidados, o primeiro CD dele é muito bom, vale a pena ser baixado. Perto do que se vê por aí, há pelo menos 6 ou 7 músicas boas mesmo, todas composições dele, algo difícil de se ver hoje em dia. Tem imagem boa, tem músicas boas, e vem trabalhando pra melhorar sua postura no palco.

 

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-O público

Há uma brincadeira que diz que, se o público não está gostando do seu trabalho, demita o público. A frase é irônica, e funciona para o nosso momento, em que muita gente diz que o problema são os jovens. O grande desafio de 2013 e dos próximos anos vai ser escapar do sertanejo ruim e conseguir reconquistar o público antes que ele simplesmente arrume um estilo mais legal ou mais “na moda” pra ouvir.

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Henrique e Juliano

Uma das melhores vantagens deles é que são rostos novos, produto novo. Gravaram um DVD recentemente em Palmas, passam uma boa impressão boa no palco, sabem cantar mesmo, e já começam bem o ano com “Não tô valendo nada”, gravada ao lado dos padrinhos João Neto e Frederico. Dentro da equipe que cuida da dupla, há uma empresa de divulgadores, o que garante que, pelo menos neste ano, a dupla ande bastante. Dupla promissora.

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-O ano do constrangimento?

Em junho do ano passado, fiz uma postagem que acabou tendo alguns desdobramentos que eu não esperava. Escrevi “E o novo sertanejo vira piada. Com razão?”, por conta de um clipe postado na seção “vergonha alheia” do Kibe Loco, blog de humor. Propus que refletíssemos se o fato de ter virado de o clipe ter virado chacota não seria um claro sinal de que as coisas estavam no caminho errado. Muita gente achou que critiquei uma dupla que está batalhando por espaço (Athos Prado e Delluca), quando na verdade o problema é bem mais abrangente. Pelo jeito, 2013 promete. Nem bem começou o ano e o Kibe Loco postou, novamente como “vergonha alheia”, mais um clipe sertanejo.

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-Gabriel Gava

Foi a maior surpresa do ano passado. Surgiu no Espírito Santo, que não tem tradição em revelar sertanejos, e foi fazendo a “Fiorino” crescer aos poucos até virar, de fato, um grande “hit“. Gava é do mesmo empresário de Leo Magalhães, artista de agenda cheia, mas de roteiro de shows bem mais focado no Norte/Nordeste, onde Gava vem sendo bem trabalhado. Além de estar sempre na estrada, o cantor é bem quisto por gente importante de televisão. Seu primeiro DVD sai no começo do ano. É um nome a se acompanhar.

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De olho

Há uma mania terrível em meio a pessoas que seguem a música sertaneja: acreditar no que ouvem sem se preocupar em confirmar a veracidade da história. A cultura do “fulano tá estourado em tal lugar” nunca cai em desuso, pois cada vez mais gente acredita. Pior, algumas duplas novas também caem, copiam o artista supostamente estourado, e também não chegam a lugar nenhum. Quem gosta mesmo de discutir música sertaneja, que em 2013 verifique se tal artista “estourado” tem agenda boa de shows, se as casas que ele toca são boas, se ele leva público e etc. O falatório é uma das coisas que mais atrapalha a nova geração.

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-Laís

Segue bem fechado o espaço para mulheres no novo mercado, mas Laís já está encaminhada, e um dos primeiros objetivos é colocar uma música em trilha de novela. Ela tem um disco cheio de boas canções, com as lentas sendo superiores. Vai ouvir diversas vezes “outra Paula Fernandes?”, mas faz parte. Fato é que é ela vai precisar de uma canção bem forte pra passar por cima do olhar de desconfiança que recai em cima de qualquer mulher no sertanejo. Assista uma de suas canções.

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-Lucas Lucco

Se ainda há espaço para cantores solo, Lucco pode ver seu nome ganhar espaço em 2013, apesar de gerar algumas discussões. Ele já gravou com o Catra e tem uma música chamada “Pac Man”, que automaticamente faz com que muita gente decida nem perder tempo com ele. No entanto, há coisas bem interessantes na curta carreira dele, como a mais recente e bonita “Pra te fazer lembrar”. Como tem bastante gente de olho nele, é um nome a se prestar atenção.

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-Funknejo

Não sou contra a mistura, já que o sertanejo historicamente sempre foi muito aberto a outros estilos. O problema é qual funk o cantor resolve “adaptar”. Achei a gravação de “Ela é top”, do Leo Rodriguez com o McBola, a melhor parceria já feita até hoje. A música não fala palavrão, não tem conotação sexual, e tem melodia boa. Se “Louquinha” realmente pegar no carnaval, na versão do João Lucas e Marcelo com o Mc K9, preparem-se.

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-Zé Ricardo e Thiago

Deixei pra falar sobre eles por último, já que não são mais novidade pra ninguém. Aos que não conhecem tanto o trabalho, a dupla é muito mais do que uma ou outra música legal. Emplacaram o “Sinal Disfarçado”, que andou muito bem por ser “atual” sem precisar apelar, e tem outras boas canções (“Turbinada” vai indo bem). O show deles é muito bom, eles realmente cantam bem, e agora fazem parte da Talismã, que vai fazer com que os dois se tornem rostos um pouco mais conhecidos. Se não embarcarem na onda do besteirol puro, tenho a impressão de que é uma dupla que pode surpreender muita gente.

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O texto foi produzido por André Piunti para o blog Universo Sertanejo. Texto copiado na íntegra. Acesse o original: http://universosertanejo.blogosfera.uol.com.br/2013/01/08/previsoes-para-2013-o-que-vai-ser-destaque-na-musica-sertaneja/

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