Navegador Música

Matérias/Artigos




27 fev / 2013

FONTE: Uol.com.br

 

 

A indústria da música gravada, responsável pelas vendas de discos, cds, cassetes e música online, cresceu 0,3% em 2012 no mundo todo, o primeiro aumento registrado desde 1999, apesar da crise mundial e da pirataria digital, segundo informou nesta terça-feira (26) a Federação Internacional da Indústria Fonográfica (IFPI).

Na apresentação de seu relatório anual em Londres, a conselheira delegada da IFPI, Frances Moore, disse que as receitas chegaram a US$ 16,5 bilhões no ano passado e a indústria musical “se dirige agora rumo à recuperação”, impulsionada pelo auge digital.

As previsões são positivas para 2013, graças à expansão dos novos serviços digitais surgidos nos últimos anos como iTunes, Spotify e Deezer, que, se em 2011 estavam presentes apenas em 20 países, hoje se encontram em mais de 100, entre eles mercados emergentes como Brasil, Índia e Rússia.

Os formatos digitais reportaram em 2012 renda no mundo todo de US$ 5,6 bilhões, 9% a mais do consumo digital de 2011.

A Espanha fica distante dessa tendência com um crescimento de apenas 4% no formato digital, devido ao persistente empecilho da pirataria.

No total, a renda das companhias de disco por consumo digital em modalidades como downloads, subscrições, música e vídeos em “streaming” e serviços gratuitos financiados por publicidade já representam 34% do total de seu faturamento.

Segundo Frances, este auge digital permitiu que nove dos 20 principais mercados do mundo apresentem um balanço positivo frente aos dados de 2011: Canadá, Austrália, Brasil, México, Índia, Japão, Noruega, Suécia e EUA.

Além disso, na Índia, Noruega, Suécia e EUA, o consumo digital de música supera já o de suportes físicos.

“É difícil lembrar um ano na indústria da música gravada que tenha começado em tão boas condições”, admitiu Frances, para mostrar além disso como a indústria musical soube se adaptar à internet e aprendeu a se adequar à demanda do usuário.

Também são promissores os dados sobre as práticas de pirataria, um dos temas que mais preocuparam o mundo da música digital nos últimos anos, uma seção em que o IFPI destacou a expansão dos provedores de digitais nos cinco continentes.

“As músicas ilegais continuam prejudicando o mercado, e neste campo ainda ficam muitos desafios para enfrentar. Os governos deveriam fazer ainda mais esforços”, advertiu Frances.

Em geral, a IFPI considerou que o negócio da música digital está globalizando com rapidez graças à proliferação dos “smartphones”, dos tablets e dos novos serviços musicais com licença.

Se no início de 2011 o consumo de música legal pela internet era possível em 23 países, dois anos depois esses serviços já se encontram em mais de 100 países, com mais de 500 serviços legais de música por todo o mundo, que oferecem aos usuários acesso a cerca de 30 milhões de canções.

Além disso, o relatório afirma que os downloads legais cresceram 12% no mundo todo em 2012, chegando a 4,3 bilhões de canções.

Outro número da IFPI mostra o aumento de 44% registrado em 2012 com relação ao ano anterior nos serviços de subscrição, mais populares na Europa e que têm já 20 milhões de clientes no mundo todo, como é o caso do Spotify, com 5 milhões de usuários pagantes e e o Deezer, que já alcançou os 3 milhões.

 

Link original: http://musica.uol.com.br/noticias/efe/2013/02/26/industria-musical-apresenta-crescimento-pela-primeira-vez-em-13-anos.htm


15 fev / 2013

Marisa Monte fez um documentário sobre a vida de musicista: como funciona e os desafios a enfrentar. Vale a pena assistir.

15 fev / 2013

Essa semana, o mundo virtual era quase todo de lamentações pelo fim do tão esperado feriado de carnaval. Quatro dias de festa que não foram suficientes para suprir tanta energia e vontade de curtir, ou quatro dias de sossego que passaram rápido demais. Pelo menos, para que todos possam entrar nos eixos, a semana foi mais curta e hoje as reclamações cessam para dar lugar à alegria reservada às sextas-feiras!

Muita coisa bacana aconteceu nesse carnaval. Além das inúmeras histórias, fotos, fatos e alegrias, a festa mais esperada do Brasil também serviu para emplacar ou consolidar hits dançantes. Alguns artistas foram destaque em mais de uma cidade, como é o caso do Naldo e do MC Bola. Confira abaixo as músicas que bombaram nesse carnaval em várias regiões de Minas:

 

  • Em Coromandel: Naldo (Amor de chocolate) e MC Bola (Ela é top), segundo Paulo Amaral da rádio Gerais, foram as músicas que mais apareceram na programação e que embalaram as festas na cidade. Lucas Lucco também foi destaque e está entre os artistas mais tocados na rádio.
  • Em Patrocínio, o “hino” do carnaval foi Smirnofy, da dupla Bruninho & Davi. Outros destaques: Naldo (Amor de chocolate), Mc Bola (Ela é top), Munhoz & Mariano (Balada louca) e Cláudia Leite (Largadinho).

  • Em Pirapora, na 102FM tocou muito “Ziriguidun” com Filhos de Jorge e  “Largadinho”, com Claudinha e Amor de chocolate.
  • Monte Carmelo, o destaque foi Naldo, com Amor de chocolate.
  • Em Muzambinho, na rádio Atividade, as músicas mais bombadas foram “Amor de chocolate” (Naldo), “Dançando” (Ivete Sangalo), “Largadinho” (Claudia Leite), “Balada louca” (Munhoz & Mariano), “Louca, louquinha” (João Lucas & Marcelo) e “Ela é top” (Mc Bola).
  • Em BH, a Fã FM tocou muito Thiaguinho (“Ainda bem” e “Sou o cara pra você”) e Péricles (“Linguagem dos olhos” e “Aquela foto”).
  • Em Uberaba, “Louca, louquinha” do João Lucas & Marcelo também bombou. Além dela, “Mel nesse trem” (Cleber & Cauã), “Não tô valendo nada” (Henrique & Juliano) e “Beijar dá sapinho” (João Lucas & Marcelo).
  • Em Itaúna, segundo a rádio Clube os hits foram “Dançando” (Ivete), “Largadinho” (Claudia Leite), “Ela é top” (Mc Bola) e Gatinha assanhada do Gusttavo Lima.
  • Em Martinho Campos, o hino foi o funk Lek Lek Lek, do MC Federado e seus Leleques. Em Patos de Minas essa música também tocou bastante; mas na capital do milho também rolou bastante Naldo.
  • Em Campos Gerais, Ziriguidum – Filhos de Jorge foi a mais tocada.
  • Em Tupaciguara, Naldo comandou o carnaval. Em Perdões, também!
  • EM Curvelo, a Centrominas informou que as mais pedidas foram “Largadinho” (Cláudia Leite), “Amor de chocolate” (Naldo), “Arrocha” (Parangolé), “Balada louca” (Munhoz & Mariano).

 

E aí na sua cidade? O que rolou?

 

13 fev / 2013

FONTE: Uol Música

O UOL lança a partir desta quinta-feira (7) a websérie Hashtag$, produzida pela Red Bull Music Academy. São seis mini-documentários temáticos que abordam a influência da internet na produção musical das últimas décadas, desde o processo criativo de quem trabalha no ramo às plataformas como essa produção é distribuída e consumida.

A série vai trazer toda quinta-feira vídeos legendados em português com duração entre 10 e 12 minutos. A relação da música com a internet é mostrada através de depoimentos de artistas, especialistas, blogueiros e representantes de diferentes estilos, desde o r&b, passando pelo rap, o dubstep, a música pop e o UK bass.

O primeiro episódio, intitulado “Don’t Call It #AltR&B”, trata sobre a inspiração e o acesso através da cena alternativa do r&b: como ela se desenvolveu e de que maneira a internet teve papel fundamental para consolidar e inspirar essa vertente musical. O vídeo tem depoimentos de artistas como How To Dress Well, The Weeknd, Rochelle Jordan, KLSH, Alby Daniels e BadBadNotGood, entre outros.

Assista aqui.

08 fev / 2013

E finalmente chegou a sexta-feira de carnaval! Momentos que muitos esperaram ansiosamente para então cair na folia; outros, para descansar. E outros – aqueles do mundo do entretenimento – com certeza devem estar trabalhando uma hora dessas para garantir que tudo saia conforme planejado. E quanto mais as pessoas se divertirem, mais certeza eles têm de que os objetivos foram cumpridos!

A galera que trabalha em rádio geralmente se envolve muito com as festas de carnaval, divulgando, promovendo ou até mesmo fazendo parte da equipe de produção, principalmente nas cidades do interior. Nestes locais, as emissoras acabam sendo a ponte entre o público e os produtores de eventos ou prefeitura (que, em grande parte das vezes, é a responsável pelo carnaval na cidade) e o seu papel acaba extrapolando o de meio de comunicação.

Tanto engajamento gera, claro, boas histórias! E é por isso que o Dial na Web hoje resolveu cair na folia e contar as saias justas dessa galera. Confira e divirta-se!

“Na década de 80, quando o famoso apresentador Bolinha com sua Caravana andavam pelo interior do Brasil,  um colega foi escalado para cobrir a passagem da trupe em uma cidade do Alto Paranaiba. Era Carnaval.

Empolgado, o repórter se preparou, vestiu camiseta da emissora e foi para o camarim em um estádio de futebol. Lá ficou vidrado em duas ‘boletes’  que andavam com poucas roupas acompanhando o mestre da comunicação. Bolinha era era tido como mal humorado, característica que não disfarçava nem mesmo na Band aos sábados. Bolinha, quando era contrariado, fechava a cara e dizia “É o Clube do Bolinhaaaaaaaaaaaaa” de maneira grave e séria.

Distraído com o corpo escultural das bailarinas, o repórter – na hora que o estúdio chamou ao vivo – encheu o peito de ar e começou a falar daquela maneira quando parece que o cérebro do radialista pára e o o piloto automático é acionado. “Estamos aqui ao vivo com o…..(branco) Chacrinha”, disse se referindo ao apresentador da Globo (e rival de Bolinha!). Houve um silêncio no camarim. Bolinha fechou a cara e cumprimentou o repórter secamente. Ao lado, o técnico de som da rádio começou a rir tanto que seus ombros tremiam tentando esconder a gargalhada.

Bolinha percebeu e falava o tempo todo ” É, é o Cube do Bolinha”, querendo rir também, principalmente depois de perceber que o técnico ria tanto que talvez estivesse se vingando de alguma palhaçada promovida pelo repórter, da qual tivesse sido vítima.

Foi uma tragédia de entrevista, mas que fez rir o mestre da Band e todos em volta dele.”  (Leid Carvalho, rádio Módulo – Patrocínio)

 

“Em 1994, estava fazendo a cobertura do carnaval de Juiz de Fora para a Itatiaia, minha posição era flashes da concentração. Uma amiga repórter da Solar FM me perguntou se eu sabia descrever um determinado carro alegórico, que estava mais a frente. Deixei minhas coisas com ela (microfone, radinho, gravador) e fui atrás do carro e do pessoal pra perguntar detalhes. Um dos “empurradores” me convenceu a entrar dentro e ver a estrutura. Os outros “empurradores” começaram a empurrar e o que estava comigo saiu correndo pra empurrar também. O carro alegórico era enorme e eu não sabia onde era o buraco de saída e nem mesmo o que eu tinha entrado. Eu tenho fobia de lugar fechado; no apavoramento, eu nem respirei pra pensar: comecei a gritar. Como o povo estava empolgado cantando, ninguém me ouvia… só empurrava e cantava. Apesar de andar lento, o cheiro, o desespero, nem me deixaram raciocinar (“valerei!”)… disparei a gritar e chorar. De repente, do nada, abriu uma brecha (não sei porque) e um dos empurradores gritou a moça da Itatiaia; eu sai do carro em plena avenida, aos prantos, sem microfone, sem nada. Claro, fui motivo de chacota pra todo mundo: a carioca Portelense de araque que tem medo de carro alegórico. Foi péssimo. Acredito que alguns colegas de profissão que estavam lá na época se jogam de rir quando lembram da minha cara. Felizmente não tinha internet, porque eu estava realmente aos prantos…. MICO total.”  Valéria Tinoco, hoje gestora artística da rádio Paranaíba (Uberlândia)

 

 

“Estávamos entrevistando uma banda nos estúdios (improvisados) na área do no carnaval de Ituiutaba. Já não chovia há um mês, estava um sol escaldante, muito calor. Então, logo no começo da entrevista, começou a pingar água no estúdio. O locutor disse:
– Chove demais em Ituiutaba! É tanta água que está até pingando aqui!
O ouvinte ligou segundos depois ao vivo e disse:
– Começou a beber cedo, amigo! Que chuva, cara? Está um sol horrível aqui de fora!
Era uma goteira provocada pela caixa d água! Claro que todo mundo caiu na risada, e o locutor custou a sair da saia justa.

Pra acabar fechar com chave de outro, outro locutor da equipe estava em uma loja da cidade na linha esperando pra fazer um flash. Ouvíamos ele pelo retorno interno. A banda era meio esnobe e a equipe acabou criando uma certa ‘antipatia’ em relação aos músicos. Então o locutor, sem saber que estava sendo ouvido, começou a falar besteira do grupo sem saber que estava sendo ouvido:
– Esses caras são muito ruins! Esse carnaval vai ser horrível, vai dar 30 pessoas hoje com uma atração dessas.
Imagina a nossa cara com os artistas.” Alex Aniceto, da rádio Cancella (Ituiutaba).

Nós imaginamos, Alex!

 

 

Tem outras histórias. Umas divertidas, outras trágicas e outras de muito sucesso. Conte a sua também!

04 fev / 2013

Esses são Renan e Alexandre, locutores da Itatiaia de Varginha, junto com Alessandro

 

Fizemos um especial sobre o Sul de Minas no mês de janeiro! Além de escrever uma matéria sobre a região, destacar duas rádios importantes (Viva FM e Max FM) e fazer um especial Vozes de Minas sobre nosso querido amigo Edvaldo Matias, nossa equipe  fez o roteiro de divulgação por lá na última semana, passando por diversas cidades.

Registramos a viagem aqui no blog (aqui, aqui e aqui). Essas são as últimas fotos, confira.

 

Diego e Fábio Tardelli da rádio Itatiaia, de Varginha, com nosso divulgador

Essa é a nova sede da rádio SuperMinas, de São Gonçalo do Sapucai

Leonil, da rádio Vanguarda FM, de Varginha

 

Renan, da rádio Transamérica de Três Pontas

01 fev / 2013

 

Na semana passada, o Dial na Web trouxe um informações e curiosidades sobre o Sul de Minas. Como sabem, o sertanejo universitário ganha cada vez mais força por ali e é bem representado na região: há rádios com programação 100% sertaneja e outras nas quais esse estilo ocupa de 70% a 90% da programação. Sem contar os shows e eventos que acontecem, com artistas locais ou renomados.

Apesar disso, há espaço para todos os gostos: axé, música eletrônica, pop e até o rock’n’roll. O público pode ser bastante eclético quando se trata de música, e os jovens – geralmente os que curtem uma balada sertaneja – também gostam de ouvir outros estilos que estão bombando pelo mundo. Pelo menos foi essa a aposta que a Tetê, gestora da rádio Max FM de Itajubá, fez: em meio à onda sertaneja, lançou no mercado uma emissora com programação Pop. Loucura ou percepção de oportunidade de mercado?

 

 

A Rádio Max FM nasceu em 2006, na cidade de Itajubá, com a proposta de ser um diferencial no dial da região. A idealizadora do projeto, Tetê Costa, apostou no segmento Pop, direcionado ao público jovem, apesar do crescimento exponencial do estilo do chamado “sertanejo universitario”. E adivinhem? Foi muito bem aceita nas bandas de lá.

O sucesso começou depois de um evento acontecido em 2007, no qual a emissora reuniu quase 12mil pessoas no Parque de Exposições de Itajubá. Foram seis horas de festa com tendas de musica eletrônica, funk, MBP e rock, tudo “junto e misturado”. Desde então, a percepção dos profissionais da área sobre esse mercado mudou; “temos público para quase tudo aqui na região”, diz Tetê.

 

Parede da Max FM, Itajubá

 

A partir daí, só aumentou a aceitação da rádio, com seu perfil diferenciado em relação às outras emissoras da região. “A audiência é fantástica”, para usar palavras de Tetê. Mas não significa que não há desafios e obstáculos; “a dificuldade para equilibrar uma rádio deste padrão até hoje vem com um sofrimento suportável. Há uma  satisfação sem tamanho quando o reconhecimento vem de pessoas leigas e profissionais de todas as partes do mundo. Os desafios nós superamos com a força com o sucesso da Max FM”, diz Tetê, otimista.

 

 

Outra fonte de força e persistência foi a  paixão que Tetê tinha e tem pelo que faz. “A Max FM é uma rádio, alegre, despojada, arrojada, de vanguarda. E nestes 6 anos de existência, irradia alegria, descontração, bom humor, informação, atualidades do mundo da música internacional e nacional”. Sem dúvidas, a energia, alegria e frescor que a rádio transmite por meio de sua programação e plástica é reflexo do amor, empenho, trabalho e dedicação de Tetê e, claro, de toda a equipe.

 

Tetê Costa e Rafaela. Quanta alegria!

 

E por falar em equipe, excelentes profissionais já trabalharam na Max FM, e muito colaboraram para o crescimento da emissora. Tetê cita alguns: Gisele de Souza, hoje na Rádio Mix de Campinas, Sandro Azevedo e Danilo Mesquita. Hoje a Max FM conta com uma equipe TOP: na locução, Luiz Fernando Guimarães, Flávio Storino, Naiguel Martins e a própria Tetê Costa. A produção do bloco comercial da Max FM é feita por Rafaela Novaes. E toda a turma do escritório – Rosa Rennó, Fabio Theodoro, Priscila Silveira, e Tatiane Dias –  ajuda a fazer a diferença a cada dia no rádio.

 

Equipe reunida

 

Equipe reunida

 

A Max FM valoriza o profissionalismo. Aposta na captação e formação de profissionais qualificados, além da utilização de recursos tecnológicos de ponta, como o “Pulsar” e a plástica da Reeworld. Além disso, o bom relacionamento entre os membros da equipe favorece o desenvolvimento da emissora enquanto empresa – elemento fundamental para sua sobrevivência e projeção mercadológica. O resultado dessa conduta é que a rádio acabou se tornando uma espécia de “rádio escola”, onde os locutores aprendem locução, gravação de spots comerciais e a operar o programa Pulsar; depois acabam sendo contratadas por grandes emissoras do Brasil. Com isso, a Max já colaborou com inúmeros profissionais que hoje se destacam no cenário radiofônico do país.

 

No ar?

 

Essa sinergia também reflete no mercado. A emissora possui fãs e admiradores na cidade. O público é centralmente formado por adolescentes, jovens e pessoas antenadas com o mercado Pop de música nacional e internacional. “Uma opção diferente, que no interior de Minas é quase nulo, devido ao excesso de rádios com outros segmentos”, diz Tetê. Nem sempre é fácil nadar contra a maré, mas às vezes é justamente esse o diferencial competitivo!

 

Turma toda reunida

 

 

Tetê e Rafaela

 

Ainda que tenha suas particularidas, a rádio sabe que não pode ignorar o que está bombando no mercado. É por isso que deu início a um programa (Maxneja) que mescla o sertanejo universitário e a country music americana. É uma forma de agradar o público sem deixar de lado sua identidade. Tetê diz que “há público para consumo de todos os gêneros (…); a galera vai para qualquer show, pois é festa. Mas o mais bombando atualmente é o Sertanejo Universitário”.

 

A rádio faz ações com frequência pelas ruas de Itajubá

 

As promoções também são usadas para cativar e fidelizar os ouvintes. A Max FM é conhecida como “a rádio das grandes promoções”; faz barulho com camisetas e brindes sorteadas durante a programação, mas também com mega prêmios, como levar o ouvinte para Los Angeles ao show da Madonna com tudo pago (isso mesmo!). Promovem shows em São Paulo (e a proximidade com o estado ajuda), sorteiam viagens para Salvador, Nintendo Wii, celulares, iPod, CDs, DVDs, festas, blocos de carnaval….. e uma infinidade de coisas. Uma forma de demonstrar o respeito por sua audiência e o carinho com os ouvintes.

 

Carro de promoção da rádio

 

 

 

Tanto sucesso veio a partir de muita garra e energia positiva. Tetê é assim, e a Max é a sua cara. Em entrevista para elaborarmos essa matéria, ela diz “A Max FM adoraria estar presente em mais eventos na cidade de Itajubá e região. Gostamos de festas bem elaboradas, estruturadas e planejadas para o sucesso e segurança de nossos ouvintes pois sempre seremos parceiros dos clientes e companheiros dos ouvintes”. Desejamos a ela e à rádio sucesso nessa empreitada e que todos os anseios sejam concretizados. Tetê finaliza: “Obrigada a Deus por cada dia de existência, o carinho dos nosso queridos ouvintes, parceiros e colaboradores”.

 

Tetê Costa

 

 

31 jan / 2013

30 jan / 2013

Naldo esteve em BH no último dia 26, no Chevrolet Hall. Casa lotada, e a galera foi ao delírio nos momentos de climax do show, quando o carioca canta os hits Amor de Chocolate, Exagerado ou Chantilly.

Marco Aurélio Canonico escreveu para a Folha de São Paulo sobre o sucesso do cantor. Confira.

 

Sentado na cama montada no andar inferior do ônibus leito que acabou de comprar, Ronaldo Jorge Silva, o Naldo, explica que “a van não estava dando mais”. “Era apertada e desconfortável para ir de um show a outro”, diz o cantor, que acabara de chegar de Salvador, rumava a São Gonçalo (RJ) e, de lá, iria a São Paulo e Brasília.

Claramente, este carioca de 33 anos ficou grande demais para uma van. Ele é “o cara” deste verão, graças ao sucesso de canções dançantes como “Amor de Chocolate” e “Exagerado”, com letras que, segundo ele, “falam de amor de uma forma mais quente, mas não vulgar”.

 

 

Naldo está em todo lugar: nas rádios para jovens, na trilha da novela das 21h, nas dancinhas que os jogadores fazem para comemorar gols, imitando suas coreografias, no “Big Brother Brasil”, no show de aniversário de São Paulo e em centenas de outros em boates e festivais.

No próximo sábado, estará de volta à capital paulista para mostrar seu show completo, o “Na Veia Tour”, com cenário high-tech, figurinos iluminados (literalmente) e coreografias variadas.

É um espetáculo no qual vem trabalhando desde 2011 com sucesso crescente, partindo da classe C rumo à elite. “Ele é uma versão ‘sertanejo universitário’ do funk”, diz o produtor Carlos Eduardo Miranda. “É um guri carismático e que trabalha sério.”


HÍBRIDO

“Ele inventou um híbrido de funk com beats da house”, diz o antropólogo Hermano Vianna, citando explicação que ouviu de outro artista popular, Leandro Sapucahy. “Por isso tem grande penetração em pistas que não tocam funk e grande aceitação por públicos que não gostam de funk”, diz Vianna.

De fato, Naldo chegou à classe A. Só na noite do último Réveillon, tocou em três festas caras no Rio, em lugares como a Sociedade Hípica e o hotel Intercontinental; no Carnaval, estará no camarote mais badalado da Sapucaí. E três músicas suas, além do álbum “Na Veia Tour”, aparecem entre os mais vendidos do iTunes Brasil.

Seu cachê acompanhou o movimento: quadruplicou de um ano para cá. Hoje, está por volta dos R$ 120 mil, dependendo do tipo de show.

Quarto filho de uma família de oito, Naldo nasceu e foi criado no complexo de favelas da Maré, no Rio. Evangélico como os pais e irmãos, começou a cantar aos sete anos, no coral infantil da igreja. Graças à influência de uma irmã mais velha, cresceu ouvindo “Michael Jackson, RPM, Tim Maia, Menudos”.  A influência do ambiente o levou ao funk, em dupla com o irmão Jorge Luiz da Silva, quatro anos mais novo.

A dupla Naldo e Lula começou a se destacar em 2005, graças ao sucesso de “Tá Surdo”, que entrou em coletânea organizada pelo DJ Marlboro, com 600 mil cópias vendidas, e gerou um clipe e convites para programas de TV. A ascensão foi interrompida pelo assassinato de Lula em 2009, um crime mal explicado (o corpo foi encontrado carbonizado) e sobre o qual Naldo prefere não se estender.

Após um período de luto, decidiu continuar o próximo projeto que tinha em mente com o irmão, o CD “Na Veia”, lançado de forma independente em 2009. Foi ele que deu origem ao fenômeno. “Muita gente está me conhecendo, mas não conhece minha história de 13 anos na música, tudo que já vivi”, diz. “Eu vou trabalhar para que isso se mantenha, mas é claro que as coisas mudam. Depois dessa grande exposição, tudo depende da maneira como você trabalha.”

 

Palmas para o nosso fenômeno pop! Tivemos a chance de conhecê-lo pessoalmente (a Navegador Música é responsável pela divulgação do trabalho dele nas rádios de Minas Gerais): não perde a alegria e nem a humildade. Cheio de garra e energia, leva o trabalho com responsabilidade e seriedade, ainda que tenha um senso de humor incrível.

 

 

O show de Naldo é realmente vibrante, um espetáculo. Com músicas sensuais e dançantes, não dá para ficar parado. De fato, “a gente sente um calor…” como diz uma  grande amiga.

 

Show em BH, no ano passado.

Naldo está alçando vôos altos, mas não tira os pés do chão. Cuida da carreira, da imagem e tem o maior carinho pelos fãs. Já contei uma história aqui no blog: na ocasião do show acima, que aconteceu em BH, fui levar esse carioca marrento para fazer uma entrevista ao vivo na BH FM, rádio promotora oficial da festa. No caminho, uma fã viu ele dentro do carro e começou a gritar, dizendo que amava ele. Mas não era um fã comum: ela estava de vestido de noiva, provavelmente a caminho da cerimônia. Naldo pediu para o motorista parar o carro. A noiva também parou, e o resultado foi um grande presente de casamento!

 

É ou não é pra apaixonar?

 

 

25 jan / 2013

 

 

É encantador o Sul de Minas. Em meio à paisagem da Serra da Mantiqueira, abrem-se os caminhos, que sobem do solo até as portas do céu. Uma região de clima ameno e frequentemente chuvoso, repleto de montanhas, vales, serras, cachoeiras e exuberante vegetação. Lá, a cultura e a hospitalidade do povo possibilitam experiências únicas de lazer e entretenimento.

 

 

O Sul de minas é umas das doze mesorregiões do estado de Minas Gerais. É formada pela união de 146 municípios agrupados em dez microrregiões. A base da economia ainda é agrícola (destaque para o café), mas o turismo também é forte na região devido às belas paisagens, eventos e do Circuito das Águas.

 

Mapa do Sul de Minas (Fonte: Google Maps)

 

Dentre os municípios localizados nessa área, destacam-se Poços de Caldas, com aproximadamente 153mil habitantes, Pouso Alegre (131mil), Varginha (124 mil), Passos, Itajubá, Alfenas (cidade universitária, famosa pelo CarnAlfenas), Três Corações, São Sebastião do Paraíso, Três Pontas, Guaxupé, São Lourenço (nas proximidades, Caxambu), Lavras (também é cidade universitária), Machado, Boa Esperança, Santa Rita do Sapucaí, Andradas e Ouro Fino.

 

Rádio Transamérica, de Três Pontas

 

 

Em Ouro Fino, a rádio Difusora é uma das parceiras da Navegador

 

Essas são as cidades maiores, mais populosas. Mas ainda há pequenos e importantes municípios, todas elas com suas emissoras. Campos Gerais, Coqueiral, Lambari. Nossos roteiros sempre incluem também essas cidadezinhas. Muitas vezes, há nelas rádios de grande expressividade.

 

Alessandro (Navegador) e Firmato da Rádio Montanhesa, de Campos Gerais.

 

No sul de Minas ainda há uma particularidade: as cidades ficam próximas umas das outras, ao contrário do Norte de Minas, por exemplo. Dependendo do transmissor, o alcance da rádio é enorme, abrangendo várias cidades. Se, por um lado, isso aumenta o público das emissoras, por outro gera mais concorrência.  Assim, é preciso caprichar na programação e nas promoções para fidelizar os ouvintes.

 

Lambari e a vista da rádio Transmineral FM

 

A primeira cidade da região e, portanto, a mais antiga, é Campanha, que já foi a capital do estado de Minas Gerais em determinado período. Hoje, a cidade tem belos casarões históricos, pousadas aconchegantes e alguns restaurantes interessantes, dentre eles o Empório Casa Dei, que nossa equipe teve a chance de conhecer em uma de suas viagens à cidade, para visitar a pequena emissora de rádio do município.

 

Campanha, MG

 

E, voltando a falar de rádio, importantes emissora de rádio estão localizadas no Sul de Minas: Minas FM, de São Gonçalo do Sapucai, Viva FM de Cambui (fizemos um Dial na Web sobre a Viva e sobre o coordenador de lá, Edvaldo Matias), Vanguarda de Varginha, 94 FM de Lavras, Emboabas de São João del Rei, Band de Pouso Alegre e muitas outras.

 

Alessandro (Navegador) visita a rádio Panorama FM, de Itajubá

 

O sertanejo universitário ganha cada vez mais força por ali. Há rádios cuja programação é 100% sertaneja e outras em que esse estilo ocupa 70% da programação. Shows e eventos desse estilo são comuns na região.

 

Outdoor na estrada próximo de Alfenas mostrava evento na região (junho/2012)

 

Apesar disso, há espaço para todos os gostos. Diversas festas de axé, como o Escarpas Folia, CarnAlfenas (e outros carnavais fora de época), eventos musicais religiosos e festas de música eletrônica dividem espaço com festas do peão e do cowboy, exposições e outras. Estes são exemplos de como o público pode ser eclético; “temos público para quase tudo aqui na região”, diz Tetê, gestora da rádio Max FM de Itajubá.

 

Outdoor de festa em Três Pontas mostra que nem só de sertanejo vive a região (junho/2012)

 

E por falar em diversidade, a Max é um bom exemplo de que o diferente pode dar certo. A rádio tem um perfil jovem e a programação é recheada de músicas no estilos pop nacional e internacional. Segundo Tetê, quando entrou no ar os ouvintes diziam: “A Max era tudo que Itajubá precisava”, ou “acabei de chegar da Europa e esse som estava bombando lá, nunca pensei que fosse ouvir isso aqui, que bom que a Max existe”. Até hoje, a programação da rádio ainda é muito elogiada, pois reflete tudo o que toca no Brasil e no mundo. Nem sempre é fácil nadar contra a maré, mas às vezes é justamente esse o diferencial competitivo!

 

Parede da Max FM, Itajubá

 

Ainda que tenha suas particularidas, a rádio sabe que não pode ignorar o que está bombando no mercado. É por isso que deu início a um programa (Maxneja) que mescla o sertanejo universitário e a country music americana. É uma forma de agradar o público sem deixar de lado sua identidade. Tetê diz que “há público para consumo de todos os gêneros (…); galera vai para qualquer show, pois é festa. Mas o mais bombando atualmente é o Sertanejo Universitário”.

 

Montagem da ExpoAgro, em Guaxupé (junho/2012)

 

A verdade é que o sertanejo universitário e o arrocha tem ganhado mercado em todas as regiões de Minas. Mas isso não significa que acabaram as chances para o pagode, o pop, o rock e outros. Thiaguinho é um exemplo de como o pagode ainda tem muita força, nacionalmente falando. Em BH, inclusive, a Fã FM optou por apostar no pagode e no samba (e suas vertentes), e tem dado muito certo. No pop, há muitas divas no topo e um “fenômeno” chamado Naldo, que está bombando em todo o Brasil. Sem contas que muitas rádios se dão bem tocando esse estilos: inquestionável a força da Jovem Pan nas diversas cidades brasileiras e também de outras emissoras, como a própria Max FM. O clássico rock’n’roll pode não ter tanto espaço nas rádios, mas ganha público fiel nos shows e nos iPods.

Pra finalizar, percebo o seguinte: quando o assunto é rádio, não há milagre. Ainda que se tenha uma programação 100% sertaneja ou de um estilo qualquer que esteja no topo, o que faz a diferença não é isso. A fórmula do sucesso consiste em juntar ingredientes imprescindíveis como: planejamento estratégico, posicionamento de mercado,  trabalho bem feito (programação equilibrada, plástica bem feita), promoções e muita energia positiva!

 

Três Pontas

 

Na próxima semana, o Dial na Web vai trazer uma matéria sobre a rádio Max FM, assim vocês poderão saber a história da emissora, dificuldades enfrentadas e muito mais!

Agenda
Aniversários do mês
  • Maurília da Sal FM, Salinas
    02/01
  • Kássio da Vinícola FM, Andradas
    05/01
  • Fábio da rádio Itatiaia, Varginha
    09/01
  • Carmélia Sampaio da rádio Aranãs FM, Capelinha
    13/01
  • William da rádio Fama FM, Carandaí
    15/01
  • Adriano Neves da Líder FM, Araçuai
    16/01
  • Nicanor da rádio Atividade FM, Muzambinho
    18/01
  • Graziano da rádio Veredas, Lagoa da Prata
    21/01
  • Beto da rádio Circuito das Águas, Caxambu
    23/01
  • Marcos Paulo, da rádio Queluz FM de Conselheiro Lafaete
    23/01
  • Roni, da Onda Norte FM, Janaúba
    23/01
  • Fernando da 98FM, Muriaé
    24/01
  • PH da Montana FM, Monte Belo
    26/01
  • Caio César da rádio Criativa, de Martinho Campos
    29/01
  • Diego da rádio Itatiaia, Varginha
    29/01
  • Seluana da Solar FM, Juiz de Fora
    29/01
Peça o show na sua cidade

Aqui é seu espaço para sugerir o show que você gostaria de ver na sua cidade.

Sorteios

Faça seu cadastro e concorra a ingressos dos seus shows favoritos.

Participar