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Entrevistas




01 abr / 2013

A participação especial do fenômeno pop, Naldo, foi ao ar no último Sábado no Estrelas, programa comandado por Angélica.

O cantor comentou sobre o irmão, Lula, sobre o encontro que teve com Will Smith tanto no Brasil, quanto no exterior, entre outros assuntos e ainda realizou um ensaio fotográfico feito por Angélica.

Para conferir a participação de Naldo na íntegra, clique aqui.

23 fev / 2013

Pela primeira vez, resolvemos testar uma nova forma de apresentar o Dial na Web, especial Vozes de Minas. Como se trata de entrevista com profissionais ligados ao rádio, gravamos o áudio e, agora, disponibilizamos a vocês!

 

 

Essa semana, o homenageado foi o Renato Alessandro, atualmente (e há 15 anos) locutor da rádio Liberdae FM, de Belo Horizonte. Renato começou sua história neste segmento na rádio Espacial, de Pará de Minas. Ele nos contou um pouco de sua história nessa agradável entrevista, confira!

 

Dial na Web – Vozes de Minas, com Renato Alessandro

22 fev / 2013

 

Hoje a entrevista foi com o Renato Alessandro, da Liberdade FM. Uma pessoa incrível e inspiradora. Daqui a pouco vamos publicar a entrevista, confira.

01 fev / 2013

 

Na semana passada, o Dial na Web trouxe um informações e curiosidades sobre o Sul de Minas. Como sabem, o sertanejo universitário ganha cada vez mais força por ali e é bem representado na região: há rádios com programação 100% sertaneja e outras nas quais esse estilo ocupa de 70% a 90% da programação. Sem contar os shows e eventos que acontecem, com artistas locais ou renomados.

Apesar disso, há espaço para todos os gostos: axé, música eletrônica, pop e até o rock’n’roll. O público pode ser bastante eclético quando se trata de música, e os jovens – geralmente os que curtem uma balada sertaneja – também gostam de ouvir outros estilos que estão bombando pelo mundo. Pelo menos foi essa a aposta que a Tetê, gestora da rádio Max FM de Itajubá, fez: em meio à onda sertaneja, lançou no mercado uma emissora com programação Pop. Loucura ou percepção de oportunidade de mercado?

 

 

A Rádio Max FM nasceu em 2006, na cidade de Itajubá, com a proposta de ser um diferencial no dial da região. A idealizadora do projeto, Tetê Costa, apostou no segmento Pop, direcionado ao público jovem, apesar do crescimento exponencial do estilo do chamado “sertanejo universitario”. E adivinhem? Foi muito bem aceita nas bandas de lá.

O sucesso começou depois de um evento acontecido em 2007, no qual a emissora reuniu quase 12mil pessoas no Parque de Exposições de Itajubá. Foram seis horas de festa com tendas de musica eletrônica, funk, MBP e rock, tudo “junto e misturado”. Desde então, a percepção dos profissionais da área sobre esse mercado mudou; “temos público para quase tudo aqui na região”, diz Tetê.

 

Parede da Max FM, Itajubá

 

A partir daí, só aumentou a aceitação da rádio, com seu perfil diferenciado em relação às outras emissoras da região. “A audiência é fantástica”, para usar palavras de Tetê. Mas não significa que não há desafios e obstáculos; “a dificuldade para equilibrar uma rádio deste padrão até hoje vem com um sofrimento suportável. Há uma  satisfação sem tamanho quando o reconhecimento vem de pessoas leigas e profissionais de todas as partes do mundo. Os desafios nós superamos com a força com o sucesso da Max FM”, diz Tetê, otimista.

 

 

Outra fonte de força e persistência foi a  paixão que Tetê tinha e tem pelo que faz. “A Max FM é uma rádio, alegre, despojada, arrojada, de vanguarda. E nestes 6 anos de existência, irradia alegria, descontração, bom humor, informação, atualidades do mundo da música internacional e nacional”. Sem dúvidas, a energia, alegria e frescor que a rádio transmite por meio de sua programação e plástica é reflexo do amor, empenho, trabalho e dedicação de Tetê e, claro, de toda a equipe.

 

Tetê Costa e Rafaela. Quanta alegria!

 

E por falar em equipe, excelentes profissionais já trabalharam na Max FM, e muito colaboraram para o crescimento da emissora. Tetê cita alguns: Gisele de Souza, hoje na Rádio Mix de Campinas, Sandro Azevedo e Danilo Mesquita. Hoje a Max FM conta com uma equipe TOP: na locução, Luiz Fernando Guimarães, Flávio Storino, Naiguel Martins e a própria Tetê Costa. A produção do bloco comercial da Max FM é feita por Rafaela Novaes. E toda a turma do escritório – Rosa Rennó, Fabio Theodoro, Priscila Silveira, e Tatiane Dias –  ajuda a fazer a diferença a cada dia no rádio.

 

Equipe reunida

 

Equipe reunida

 

A Max FM valoriza o profissionalismo. Aposta na captação e formação de profissionais qualificados, além da utilização de recursos tecnológicos de ponta, como o “Pulsar” e a plástica da Reeworld. Além disso, o bom relacionamento entre os membros da equipe favorece o desenvolvimento da emissora enquanto empresa – elemento fundamental para sua sobrevivência e projeção mercadológica. O resultado dessa conduta é que a rádio acabou se tornando uma espécia de “rádio escola”, onde os locutores aprendem locução, gravação de spots comerciais e a operar o programa Pulsar; depois acabam sendo contratadas por grandes emissoras do Brasil. Com isso, a Max já colaborou com inúmeros profissionais que hoje se destacam no cenário radiofônico do país.

 

No ar?

 

Essa sinergia também reflete no mercado. A emissora possui fãs e admiradores na cidade. O público é centralmente formado por adolescentes, jovens e pessoas antenadas com o mercado Pop de música nacional e internacional. “Uma opção diferente, que no interior de Minas é quase nulo, devido ao excesso de rádios com outros segmentos”, diz Tetê. Nem sempre é fácil nadar contra a maré, mas às vezes é justamente esse o diferencial competitivo!

 

Turma toda reunida

 

 

Tetê e Rafaela

 

Ainda que tenha suas particularidas, a rádio sabe que não pode ignorar o que está bombando no mercado. É por isso que deu início a um programa (Maxneja) que mescla o sertanejo universitário e a country music americana. É uma forma de agradar o público sem deixar de lado sua identidade. Tetê diz que “há público para consumo de todos os gêneros (…); a galera vai para qualquer show, pois é festa. Mas o mais bombando atualmente é o Sertanejo Universitário”.

 

A rádio faz ações com frequência pelas ruas de Itajubá

 

As promoções também são usadas para cativar e fidelizar os ouvintes. A Max FM é conhecida como “a rádio das grandes promoções”; faz barulho com camisetas e brindes sorteadas durante a programação, mas também com mega prêmios, como levar o ouvinte para Los Angeles ao show da Madonna com tudo pago (isso mesmo!). Promovem shows em São Paulo (e a proximidade com o estado ajuda), sorteiam viagens para Salvador, Nintendo Wii, celulares, iPod, CDs, DVDs, festas, blocos de carnaval….. e uma infinidade de coisas. Uma forma de demonstrar o respeito por sua audiência e o carinho com os ouvintes.

 

Carro de promoção da rádio

 

 

 

Tanto sucesso veio a partir de muita garra e energia positiva. Tetê é assim, e a Max é a sua cara. Em entrevista para elaborarmos essa matéria, ela diz “A Max FM adoraria estar presente em mais eventos na cidade de Itajubá e região. Gostamos de festas bem elaboradas, estruturadas e planejadas para o sucesso e segurança de nossos ouvintes pois sempre seremos parceiros dos clientes e companheiros dos ouvintes”. Desejamos a ela e à rádio sucesso nessa empreitada e que todos os anseios sejam concretizados. Tetê finaliza: “Obrigada a Deus por cada dia de existência, o carinho dos nosso queridos ouvintes, parceiros e colaboradores”.

 

Tetê Costa

 

 

18 jan / 2013

É a vez de colocar os holofotes sobre um artista dos “bastidores”! É isso que o especial “Vozes de Minas” pretende fazer: mostrar como locutores, no dia-a-dia, levam  alegria e entretenimento para as pessoas, por meio de suas vozes e da programação musical. São essas pessoas que, diariamente, ajudam a construir e solidificar grandes emissores e até grandes artistas. Hoje nosso entrevistado é Edvaldo Matias, “o carisma do rádio”. Confira!


Edvaldo Matias, coordenador de programação e locutor da rádio Viva, de Cambui

 

Na semana passada, o Dial na Web trouxe um pouco da história da Viva FM, de Cambui. Agora é a vez de falar sobre Edvaldo Matias, gestor artístico e locutor desta importante emissora do sul de Minas.

 

Edvaldo apresenta os shows promovidos pela rádio Viva.

 

Nascido em  Mairiporã, interior de São paulo, em 18/07/1976, Edvaldo começou cedo a trabalhar em rádio: com 20 anos, tornou-se repórter de um programa esportivo em sua cidade natal, na antiga rádio Nova Nação. No ano seguinte, iniciou o curso de locução na rádio oficina (em São Paulo) e, logo depois, iniciou a sua carreira profissional como operador de áudio na Tupi FM, também na capital paulista. Foi nesta rádio o primeiro trabalho que teve como locutor profissional, e lá permaneceu até 1999.

 

Edvaldo no início da carreira como radialista

Depois de passar por outras emissoras da Grande São Paulo e interior do estado, Edvaldo veio para Minas no final de 2002, a convite de um amigo que estava à frente da Viva FM, de Cambui. O projeto era ousado: fazer da Viva uma rádio 100% sertaneja. Como ele  já tinha experiência em outras emissoras, inaugurou a nova programação no dia 04 de Janeiro de 2003 e o programa “O carisma do rádio, no qual faz a locução e a programação. Este mês, completa 10 anos de sucesso, com enorme audiência e ouvintes fiéis.

 

 

Dá pra ouvir a rádio pela internet. O horário do nosso amigo é de 7 às 11hs da manhã de segunda a sexta, e aos sábados de 8hs ao meio-dia: www.radioviva.fm.br.

 

Confira a entrevista com nosso querido amigo e parceiro, Edvaldo Matias:

 

 

Edvaldo, já contamos um pouco da sua história. São 17 anos em rádio, sendo 10 só na rádio Viva. O que o motivou a entrar para esse meio?

Desde criança, o meu sonho era trabalhar em rádio, esse veículo fascinante que acompanha as pessoas e faz parte do seu dia-a-dia!

 

Edvaldo no estúdio, no princípio de sua carreira

O que mudou nesse mercado de lá pra cá?

Hoje o rádio também está na internet. Com isso temos uma ferramenta a mais de interatividade com os ouvintes. Mas, ao mesmo tempo, o rádio não mexe mais com a imaginação das pessoas como antes; isso é preocupante. O rádio mexia muito mais com a imaginação do ouvinte, isso era o forte do rádio. 

Uma das histórias engraçadas: quando eu comecei aqui na Rádio Viva eu tinha apenas 26 anos e apresentava um programa só com músicas raízes e clássicos sertanejos. O programa ia ao ar das 4hs às 8hs da manhã, porém esse programa logo virou um sucesso, com hora certa de música em música, informações das estradas e muito dinamismo. Quando os ouvintes me conheciam pessoalmente por alguma razão, ninguém acreditava que era eu! Era difícil explicar que o locutor daquele programa era eu. Os ouvintes me chamavam de velhinho da madrugada (risos). O rádio mexia muito com o imaginário das pessoas.

 

E o que mudou na sua vida de lá pra cá?

A minha vida profissional e pessoal cresceu junto com a emissora. Hoje estou com 36 anos, muito mais experiente e a cada dia procuro aprender mais. O importante é sempre entender o que está acontecendo no mercado. Mas a tradição é fundamental!

Hoje acredito que o motivo maior do sucesso da minha carreira como locutor e diretor de programação foi a capacidade de entender e compreender as mudanças do mercado radiofônico, sem perder a originalidade e o padrão da programação!

 

Com a equipe, no estúdio

 

Quais as alegrias e dificuldades de trabalhar em rádio?

A maior alegria de quem trabalha no rádio com certeza absoluta é o reconhecimento dos ouvintes. Como eu digo sempre para os meus colegas locutores aqui da radio Viva: “é preciso chegar no coração do ouvinte e para isso é preciso ser amigo,verdadeiro e falar com propriedade”.

Uma satisfação profissional também é o reconhecimento dos patrocinadores que investem no rádio; quando o retorno é um sucesso, a gente fica muito feliz!

A maior dificuldade que encontrei na profissão foi quando eu precisei realizar uma cirurgia nas cordas vocais e fiquei algumas semanas afastado do contato com os ouvintes.

 

Com a dupla Don & Juan, na rádio Viva

Conte para a gente seus planos pro futuro.

O meu plano para o futuro é continuar na Rádio Viva por muito tempo e consegui manter a grande audiência; realizar os meus objetivos profissional e pessoal!

 

Com Zé Henrique & Gabriel

Deixe sua mensagem para os internautas que estão lendo sua entrevista. Pode ser uma mensagem que te motiva ou que você gosta.

“Embora ninguém possa voltar ao passado e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim”! Aproveite o dia!!

 

Edvaldo, obrigada pela participação nesse especial Dial na Web, Vozes de Minas.  Desejamos sucesso na empreitada. Fique à vontade para fazer as considerações finais.

Agradeço a Deus, em primeiro lugar, pelo dom que me deu e saúde para trabalhar; a minha família e amigos; todos os ouvintes, patrocinadores, diretores e companheiros de trabalho; e a todos os parceiros que contribuem para o meu sucesso!

 

 

 

 

14 jan / 2013

FONTE: Jornal Floripa

 

 

Aos 59 anos, o cantor e compositor Lulu Santos alcança a popularidade mais intensa de sua carreira. Nem quando surgiu nos anos 1980 como grande nome do rock nacional ele deu tantos autógrafos ou fez tantos shows. Essa atenção é fruto da exposição no programa “The Voice Brasil”, na Globo. Ele foi um dos quatro jurados no show de calouros dominical que, durante três meses no ar, apresentou ao público candidatos a novos cantores.

Para aproveitar o momento, a gravadora Sony lança um box retrospectivo de sua carreira, “Toca Lulu”, com quatro CDs que seguem divisão temática: gravações originais de hits, versões acústicas, registros ao vivo e músicas dançantes para pistas. As 55 faixas atestam a força do repertório do cantor, que apresenta seu cancioneiro em shows concorridos. Nos próximos dias 25 e 26, vem a São Paulo, na casa HSBC Brasil. Restam poucos ingressos.

Em entrevista para a Folha, Lulu fala sobre mercado fonográfico, mensalão, Dilma, Marta Suplicy, cinema nacional e democratização de recursos tecnológicos na internet.

 

A repercussão alcançada pelo “The Voice Brasil” pode fazer a TV voltar a apresentar mais programas de música? Eles fazem parte da história da televisão no país.

Este é “o” programa de música. Não dá para julgar a história, dizer “agora as coisas são assim”, que antes era mais glorioso. Este é o mesmo programa de calouros do Ary Barroso no rádio nos anos 1930, só que com resposta imediata. O programa acaba revitalizando o uso da televisão porque, com a história do HD, pelo menos uma parte da população pode não assistir à programação no horário que passa e gravar para ver depois. Aí não vê o anunciante. Por isso, para o anunciante, a televisão acabou ficando questionável. Programa ao vivo que tem votação e solicita retorno do público tem que ser assistido na hora, para que se possa participar dele.

 

Afeta o mercado de música?

O cenário musical hoje está assim, um pouco vai-não-vai. Acho que o programa deu uma vitalidade à ideia de se gostar de música. A canção estava virando artefato, trilha sonora de celular, coisa que toca 15 segundos, com som péssimo. Estava perdendo importância. No “The Voice”, alguns números podem ser até curtos, mas cada um é extremamente bem cuidado. Na hora em que as pessoas estão em casa assistindo, basicamente param para ouvir música. Parece que o tempo da humanidade para parar e fazer qualquer coisa está cada vez menor. Querem ler 140 caracteres, no máximo, né?

 

É difícil achar qualidade no grande conteúdo da internet?

Não faço julgamento disso. Cada pessoa é um artista do Twitter, de sua própria forma. As ferramentas são outras, até a língua que se fala ali. Com a democratização de recursos, é possível separar o que tem qualidade?

Olha, acho que tudo que está ali vale a mesma coisa. Você não luta com a eleição popular, contra o sucesso. Vai dizer que Michel Teló não é legítimo? Isso é estúpido. Dizer que o Justin Bieber é ilegítimo? Não. As pessoas que dizem isso perderam o passo de como as coisas são. E não é algo novo. Quando a nossa geração da década de 1980 começou a aparecer, fazer barulho, o pessoal do samba deu uma reclamada, bradava que aquela música não era brasileira e tal.

Lembra-se de quando nossos pais diziam “Isso não é música”? Alguém, acho que a minha mãe, insistia comigo que os discos dos Beatles estavam em 45 rpm, que tocavam em rotação acelerada.

Seu trabalho precisa refletir o que acontece por aí? O mensalão rende música? A arte não tem que… nada! Se a arte tiver que trazer justificativa, uma bula, está tudo errado. Mensalão? Sordidez e podridão não me inspiram. Acompanho a novela do Supremo, claro. Mas quem mandou decorar aquele negócio daquele jeito? Já reparou na cor do tapete do Supremo? O que é aquilo? E o drama? São divas! Fico cansado, é como se estivesse em outro século, na Inquisição. Os dramas se desenrolam arrastados, os personagens são gongóricos, o discurso é empolado, distanciado. Tudo remete às piores práticas, mas torço para dar certo. As decisões trazem um senso de justiça que pensávamos que não iria vir mais. Quero que todos os imbróglios passem pelo mesmo caminho.

 

O que acha de Marta Suplicy no Ministério da Cultura?

Isso não fala comigo. Não digo a Marta, especificamente, mas tudo parece uma pantomima, uma farsa. Enquanto você não ajustar o que se passou em oito anos de governo do PT, acho que…

Acho Dilma legal, dou força, mas está atrelada a essa história recente do PT. Não é uma coisa isolada, mas são oito anos para passar a limpo. Ou a gente vai esperar fazer 30 anos para ter justiça?

Práticas dos outros partidos devem ser investigadas? Acho que, se tem de um lado, tem que ter do outro. Ou não há justiça, não há veracidade. A verdade no nosso país tem caminhos tortuosos. É a história da minha vida. Eu fiz 11 anos em 1964. Mas será que acertar as coisas é a nossa vocação? É uma pergunta.

 

Como é o Lulu consumidor de produtos culturais?

Pois é. E o cinema brasileiro, é a nossa vocação? Acho sensacional esse sucesso de comédias populares. Acho que, em qualquer coisa que faça sucesso de massa, “E Aí, Comeu?”, “Os Penetras” e tal, o nego está se espelhando. É a cara da nossa sociedade, e eu não julgo não.

Qualquer escolha popular reflete desejos. Você lê como é a sociedade, como é que nós somos. A cultura é o espelho da sociedade, quanto mais polir, melhor a gente se vê.

 

E cinema estrangeiro? Livros?

Estou achando o cinema muito chato. Não engulo o Batman das trevas e nenhum desses produtões. O último filme que achei interessante foi “Shame”, do Steve McQueen. Duro de assistir, mas bom filme. O último do Tim Burton, o “Dark Shadows”, é uma bosta, né? Ele fazia um cinema legal, era bom ver o Johnny Depp chanchando.

Estou lendo agora o livro do Tom Wolfe, meu amigo Tom Wolfe, “Back to Blood”. Eu estou achando mais ou menos legal pra caramba.

 

E música? Você vai a shows, procura ouvir novos nomes?

Não de uma forma exótica, mas tenho curiosidade. No ano passado, fiz uma participação no disco da Tulipa Ruiz e foi muito bom o encontro das vozes. Sou um cantor grave e ela é uma cantora aguda, deu muito certo isso. Esse disco novo do Alvinho Lancellotti, ele mesmo disse nas entrevistas, é um pouco resultado de eu ter pedido para escutar músicas dele. Não ouvi direito o Criolo, me escapou um pouco. Vou procurar ouvir melhor. Quem é o Pélico? Ele gravou uma música minha, achei muito interessante a versão.

 

Com o mercado retraído, como vender “Toca Lulu”, uma caixa com quatro CDs?

É uma promoção! São 55 faixas a R$ 74! O CD ainda não é inteiramente descartável. O espólio da indústria funciona, em termos de mercado e distribuição, para grandes magazines, lugares onde o disco ainda é produto viável.

 

O box foi ideia da gravadora?

A Sony propôs o negócio, depois da exposição que tive com o programa. Algo que não acontecia desde a década de 1980 e que nunca aconteceu comigo nessa intensidade. Eu nunca tinha integrado um programa de TV. Agora dou autógrafo para crianças de 12 anos que se dizem “meus maiores fãs!”. Minhas músicas são trilha sonora da vida de várias gerações ao longo desses 30 anos.

 

Repetir um mesmo repertório em shows não cansa?

Não é igual, isso é besteira. Pense em Shakespeare. Você tem que fazer aquilo todo dia no teatro, cinco sessões por semana. Cabe ao ator descobrir como renovar aquilo.

Então não tem essa história do cansaço do repertório. Se tiver, tente outra coisa. Como acabei de fazer agora, dois anos e meio em turnê com repertório de Roberto e Erasmo Carlos. Nesses shows vinham insistentes pedidos de “Toca Lulu”. No final, tocava umas músicas minhas e a plateia explodia.

 

Quer fazer mais coisas na TV?

Não. Tenho meu disco de Roberto e Erasmo para gravar, tenho outro disco ainda não lançado. Eu faço 60 anos este ano, e o segundo “The Voice” deve começar em julho. Não tenho tempo. Quando acabou a primeira temporada do programa, eu me senti exultante e exaurido. Está de bom tamanho.

 

Texto e entrevista publicados originalmente no Jornal Floripa. Link: http://www.jornalfloripa.com.br/geral/index1.php?pg=verjornalfloripa&id=6884

21 dez / 2012

 

Difícil escolher num imenso leque de opções, de tantos radialistas, locutores e jornalistas, as vozes que fizeram e continuam a fazer história em Minas Gerais; vozes que vivenciaram as transformações do rádio ao longo dos anos e que tiveram suas vidas influenciadas ou mudadas pelo rádio. Gostaríamos de homenagear inúmeros profissionais que trabalham no rádio e que são exemplos de profissionalismo e competência.

Mas temos a certeza de que nossa homenagem a alguns dos ícones deste segmento em cada região das Gerais neste projeto “As vozes de Minas” vai contemplar os outros tantos talentos que trabalham nos 856 municípios do estado, nas diversas emissoras, cada uma com seu público e perfil.

A primeira entrevista do nosso projeto “As vozes de Minas” foi com José Maria Campos. Jornalista e radialista, trabalha na Difusora, de Patrocínio (pertencente ao Sistema Difusora) há quase 50 anos. É uma vida! Com certeza, tem muita história pra contar. Um profissional que, além de muita bagagem e conhecimento, traz consigo humildade, simplicidade e simpatia.

A Difusora (98,9 FM) foi a primeira rádio da cidade, que se localiza no Alto Paranaíba. Iniciou as atividades em 1949 e, desde então, vem acompanhando as tendências de mercado e evoluindo. Dá pra saber um pouco mais sobre sua história no site:  www.sistemadifusoraderadio.com.br .

Em 1963, “Zé” Maria entrou para o quadro de funcionários da Difusora e não saiu mais. Confira um pouco de sua história no rádio.

 

Há quanto tempo trabalha em rádio e o que motivou a entrar para esse meio? Conte um pouco da sua história.

Eu tenho 64 anos de idade; entrei no rádio em 1963. Minha história é até interessante: eu era estudante na época, no ginásio Dom Lustosa, e o colégio tinha um programa na rádio Difusora para divulgar as coisas do colégio, era meia hora. E tinha um grêmio no colégio e o diretor do grêmio escolhia um aluno para vir na rádio ler alguma coisa. Como eu era presidente do grêmio da minha sala, o presidente do grêmio geral me escolheu, através da indicação do professor de português (que dizia que eu tinha uma voz boa e lia bem), para preparar a leitura e vir à rádio. O locutor abriu o programa, me anunciou.

Eu acabei de apresentar a crônica, o gerente me chamou e disse que “você tem uma voz muito boa e lê muito; você não quer fazer um teste para trabalhar em rádio?”. Eu falei “faço!”. No outro dia eu fiz o teste da emissora e ele me contratou. E estou aqui até hoje, tem quase 50 anos já.

O rádio na época, nos anos 60, estava no auge. Mas as famílias tinham um preconceito tremendo com o rádio; quem trabalhava no rádio não era visto como boa pessoa. Quando a gente ia namorar uma moça, os familiares diziam “esse rapaz trabalha no rádio, não pode namorar com ele não”. Então era assim no início, mas depois graças a Deus esse preconceito acabou…. Em 1978, nossa profissão foi reconhecida, através do Governo Militar. Até então não era, hoje nós temos registro profissional, fizemos cursos de reciclagem e tudo.

O rádio é uma cachaça, vicia! Rádio é cultura, é eterno saber, eterno aprendizado. A gente está sempre aprendendo… com os que estão chegando, com os que estão saindo. O rádio nos comove, nos prepara para lidarmos com as emoções, pois lidamos com a morte e, infelizmente, até com a desgraça alheia. O rádio, para nós, é uma vida! E a gente morre falando; já aposentei e continuo falando!

Mas também enfrentamos muita polêmica. Já fui detido três vezes na época do golpe militar. A gente debatia em favor da liberdade durante o governo militar. Na época da censura prévia, em 1968, instaurada a partir do Ato Institucional 5, tudo o que a gente fizesse no rádio tinha que ser gravado antes; tínhamos que gravar todos os programas e, principalmente, noticiários antes e mostrar para a censura antes de colocarmos no ar. Isso revoltou o pessoal do rádio, e fizemos alguns comentários sobre o assunto e fomos detidos e torturados psicologicamente. Sofremos muito com os anos de chumbo. Mas graças a Deus passou, os anos de chumbo passaram e hoje está tudo bem. Hoje repudiamos qualquer tipo de anti-democracia. Atualmente, andam querendo regular a imprensa, mas não aceitamos de forma alguma. Nós, da imprensa, não aceitamos a censura.

 

O que mudou nesse meio desde que começou a trabalhar em rádio até agora?

Muita coisa. O preconceito, foi o primeiro. Como disse, nos anos 50 e 60 as pessoas tinham preconceito contra quem trabalhava no rádio. Hoje isso mudou bastante. Mudou também a valorização do profisisonal do setor, do radialista.

Mudou o esquema de trabalho, porque hoje temos liberdade para trabalhar, liberdade para perguntar e responder e para focalizar qualquer assunto que quisermos, graças ao sistema democrático. Hoje o rádio não aceita nenhuma imposição de poder, não é porque temos nossas próprias leis não…. e nem porque estamos “acima do bem e do mal”…. é porque queremos apenas esclarecer e mostrar pro público o que está acontecendo nos bastidores, o que está por trás de tudo: da política, da sociedade. E o povo, a população, aprendeu a admirar o nosso trabalho. Isso mudou muito. Hoje, nosso trabalho é reconhecido; claro que isso quando há uma imprensa transparente, imparcial e que ouve os dois lados da história. É o caso da Difusora, que faz 63 anos (AM/FM): temos credibilidade.

 

E o que mudou na sua vida de lá pra cá?

Mudou muita coisa. Através da nossa profissão, no rádio, aprendemos a ser mais humanos de tanto ver coisas incríveis acontecendo; humanizou nosso espírito e nos fez crescer bastante frente às intempéries da vida. Encaramos as coisas de forma mais humana. Por outro lado, nos revolta ver tanta injustiça. Hoje temos mais consciência das justiças e injustiças; lutamos pela justiça. Aprendi muitas virtudes nesses sentido e, principalmente, a virtude da gratidão.

 

Você acha que a internet representa alguma ameaça ao rádio?

Nunca! Nunca foi e nunca será; ao contrário, é uma ajuda para o rádio. Para nós, é espetacular. Hoje temos tudo, temos vários recursos, fazemos tudo pelo computador. Há 30, 40 anos não tínhamos nada disso, fazíamos tudo na base vontade de trabalhar, na garra. Hoje temos auxílio da tecnologia. O trabalho que eu gastava 8 horas para fazer, gasto 4. Mesmo sendo radialista antigo, procurei evoluir com o tempo. A internet não é nenhuma ameaça para o rádio, ao contrário: é uma ajuda para a comunicação.

 

Quais as maiores dificuldades enfrentadas para quem trabalha com rádio?

A política. Quando a política é bem exercida, é muito boa. Mas, infelizmente, nos tempos atuais, a política é mal exercida por uma minoria. E como queremos levar a ação dos políticos para a população, divulgá-las, esses mal políticos são contra a imprensa. Quando divulgamos uma ação não muito bem feita por políticos para a população, sofremos processos; eu já passei três processos, por exemplo, mas provei o que estava dizendo e deu tudo certo.

A nossa maior dificuldade é enfrentar o mal poder político, eles não aceitam nossas críticas. Só querem elogios. Quando criticamos, eles se revoltam contra nós e nos ameaçam. Há outras dificuldades, mas essa é a maior. O rádio é um meio de comunicação muito forte, 80% da população aqui escuta rádio. Não gosto dessa expressão, mas somos considerados “formadores de opinião”; mas levamos informações e opiniões para a população. Então…. a repercussão daquilo que falamos é grande.

 

Uma mensagem que é um norte para sua vida.

Imparcialidade. Seja imparcial no julgamento dos fatos, na construção de suas matérias. Sendo imparcial, a valorização do profissional é maior; imparcialidade é a palavra chave da imprensa.

 

Agradecemos a entrevista, “Zé Maria”! Fique à vontade para fazer suas considerações finais.

Agradeço a vocês pela escolha, fico grato. Parabéns pelo site que criaram, que vai abordar outros assuntos ligados ao rádio, isso valoriza o rádio e nós profissionais. Nosso muito obrigado, estamos sempre à disposição para outras entrevistas.

20 dez / 2012

Em entrevista, a cantora Maria Rita fala sobre carreira, sucesso e maternidade. Confira.

 

 

Segunda parte

Terceira parte

 

18 dez / 2012

Por: Thais Wadhy

 

Thais Wadhy entrevista o Zé Maria, da rádio Difusora.

Visitar a emissoras de rádio de Minas Gerais e conversar com locutores, radialistas, coordenadores e gestores é sempre uma deliciosa forma de aprender, seja pelas histórias, troca de informações e conhecimento ou até mesmo pelas risadas. O trabalho em rádio, assim como os diversos trabalhos nos segmentos de entretenimento ou no mercado fonográfico, se mostra prazeroso e gratificante de exercer, apesar das dificuldades, da pressão do tempo e até do “stress”. Vivenciar essa energia é uma experiência renovadora e muito rica.

Já que estamos envolvidas diretamente com esse mercado, resolvemos fazer um projeto especial para o Dial na Web: vamos trazer à tona as tantas histórias de radialistas, locutores e jornalistas que trabalham no rádio há 50, 40, 30, 20 anos, levando informação, música e emoções para milhares de ouvintes  em Minas Gerais. “As vozes de Minas”. São vozes que fizeram e continuam fazendo história no estado, e vivenciaram todas as transformações do rádio ao longo dos anos. E o rádio, com certeza, transformou suas vidas.

A primeira entrevista foi com José Maria Campos. Jornalista e radialista, trabalha na mesma emissora – a Difusora, de PAtrocínio, pertencente ao Sistema Difusora – há quase 50 anos. É uma vida. É mais que minha vida. E, com certeza, é muita história pra contar.

A entrevista com “Zé” Maria foi incrível. Um profissional que, além de muita bagagem e conhecimento, traz consigo humildade, simplicidade e simpatia. Foi um prazer enorme conhecê-lo.

Vocês terão acesso à entrevista no próximo Dial na Web, sexta-feira. Será o lançamento, em grande estilo, do projeto “As vozes de Minas”.

 

14 dez / 2012

As mulheres à frente das rádios de Minas Gerais

 

Dedicação, comprometimento e paixão são os ingredientes do sucesso dessas guerreiras que estão à frende das emissoras

É fato que as mulheres, atualmente, ainda sofrem os males do machismo no mercado de trabalho: recebem salários menores, têm dupla ou tripla jornada de trabalho (porque cuidam da casa e dos filhos) e sofrem muita pressão quando assumem cargos de liderança. Ainda assim, as mulheres vão à luta e não perdem a garra e a coragem para conquistarem seu espaço no mundo dos negócios.

Nas rádios, segmento considerado tipicamente masculino, não é diferente: apesar das dificuldades, gestoras rompem tabus para conduzir projetos ousados nas emissoras de todo o país e de Minas Gerais; a paixão que envolve este segmento têm conquistado cada vez mais mulheres e o resultado é que o cenário tem mudado bastante: as emissoras do nosso estado tem ficado cada vez mais femininas! Nilzete, da rádio Super Minas FM de São Gonçalo do Sapucaí, se diz “contaminada” por essa paixão, e continua: “algum tempo atrás conheci duas grandes mulheres, a Rose da SuperSom e a Leid da Módulo FM; me senti bastante honrada e orgulhosa de tê-las conhecido, brinco com elas quando digo que somos as três mulheres mais poderosas do sul de Minas!”.

Conversamos com algumas dessas guerreiras que estão à frente das rádios de Minas Gerais. As histórias são muitas e difíceis, mas fabulosas. Muita água passou por debaixo da ponte e hoje vemos que a realidade tem se tornado menos ríspida, ainda que continue competitiva para nossas mulheres.

Wal Rocha, uma das gestoras da rádio CentroMinas, de Curvelo – que, junto com a diretora geral e coordenadora geral Zinha Rocha faz um trabalho incrível frente à emissora –  diz que há 12 anos vive esse “casamento” com o rádio; “sempre fui uma ouvinte de rádio e admiradora desse veículo, da forma que a informação chega, do poder de entreter, e acompanhar as pessoas em qualquer lugar”. Hoje ela está à frente do departamento de produção de programas e promoções, como produtora executiva, dá assessoria para os anunciantes, com orientações sobre mídia, linguagem, público alvo e criação de campanhas e ainda é locutora pela manhã. “Gosto muito da minha profissão e para começar o dia, ainda entro no ar com O BOM DIA CURVELO, programa que eu apresento há 9 anos”, diz.

Muito tempo? Rose Barbosa, da Supersom de Uberaba, trabalha na rádio há 23 anos! E conta um pouco de sua história: “(…) vivi na fazenda até os 21 anos e, ao sair para tentar ser médica (vestibular), fui convidada pelo proprietário da SuperSom (Arnaldo Prata) a aprender rádio juntamente com ele. Me lembro disso como se fosse ontem. Aqui estou, quase 24 anos depois, ainda aprendendo a fazer rádio”. É uma vida, podemos dizer. Quase o mesmo tempo que Val Tinoco, gestora artística da Paranaíba FM (Uberlândia), que trabalha no segmento há 25 anos: “Comecei como produtora; de tanto dirigir locutores nas gravações, acabei na locução. Já fiz tudo no rádio: repórter de unidade móvel, produção, locução, programação, edição comercial e artística, coordenação de promoção, coordenação artística (…).” Recentemente, Val deixou a coordenação artística das rádios Cultura HD (Uberlândia) e Regional FM (Araguari) para assumir a da Paranaiba FM, rádio 100% sertaneja.

Assim como Wal Rocha, Renata Silva, da rádio Clube de Curvelo, está há 12 anos no rádio e parece ter nascido com o dom da locução. Tudo começou com a rádio comunitária que seu pai dirigia na cidade, com ajuda dela (que virou telefonista da emissora). “Meu pai ia de comércio em comércio para falar que tinha uma nova rádio na cidade, ele me ligava e pedia para que eu falasse a hora certa e o dial para sintonizar, eu só falava porque estava sozinha e ninguém me via, pois eu era muito tímida. Tínhamos apenas 04 CDs para tocar o dia todo. A dona de uma floricultura ouviu a minha voz e falou com meu pai que apoiaria a rádio se eu fizesse a propaganda dela”. Ela ganhou um programa e ficava esperando alguém comprar o horário para ser dispensada da função. Ainda bem que a equipe da rádio decidiu que o horário dela de programação seria invendável! Desde então Renata trabalha nesse veículo e hoje coordena a Clube de Curvelo. Beatris, da rádio Mundo Melhor (Governador Valadares), é a mais nova no segmento, desde 2008. Entrou após sua aposentadoria: “fui convidada a atuar como diretora adminstrativa em agosto de 2008. Confesso que não ouvia rádio, mas como me foi solicitado gerir recursos humanos (motivação) comercial e financeiro, aceitei o desafio”. Claro que, rapidamente, Beatris foi “obrigada” a criar o hábito de ouvir a emissora. Como gerir algo que não se conhece? Ela afirma que logo na primeira semana, viu que não dava para atuar separadamente. E continua: “tinha que conhecer a emissora no todo: programação, técnica, comercial . Daí fui ouvir as duas emissoras: AM e FM”. E fez um ótimo trabalho, a partir de então, mudando a estratégia de gestão da rádio, hoje super bem posicionada na cidade.

Há pontos em comum que unem essas coordenadoras, gestoras ou locutoras das rádios de Minas Gerais. Uma delas, além de serem do sexo feminino, é a paixão pelo que fazem. “Tudo o que tenho foi o rádio que me proporcionou; sou completamente apaixonada pelo meu emprego”, afirma Rose Barbosa. Wal Rocha diz que “trabalhar com que gosta é o que faz a diferença”. Val Tinoco acrescenta que a paixão pelo rádio é o que a motiva: “Amo TUDO. Criar uma promoção, idealizar, escrever o texto, gravar a chamada. Gostaria de ter tempo pra ficar mais no estúdio e fazer produções. Adoro”. “Hoje faço a programação musical com grande esforço e dedicação, e por amor”, diz Nilzete da Super Rádio Minas, de São Gonçalo do Sapucai. Programação esta que deu à rádio destaque na região no segmento de sertanejo. Hoje a rádio Super Minas FM é uma das mais importantes da região.

Mas o final feliz de todas elas foi conquistado à base de muita garra e perveverança. Nilzete diz que passou grandes dificuldades e até boicote por parte dos funcionários. Mas não desistiu: “fui em busca de conhecimento (…). Tenho certeza de que este foi um dos maiores fatores de sucesso da Super Rádio Minas”, afirma.

São muitas as dificuldades para as mulheres dentro desse segmento historicamente masculino, principalmente no interior de um estado tão tradicionalista e conservador como Minas Gerais “(…) o mundo do radio ainda é bem masculino. Na vendas de mídia e na direção, principalmente. A maioria não aceitam que mulheres os dirijam”, afirma Renata Silva, de Curvelo. Segundo Val Tinoco, “dominar o assunto, impor o respeito e respeitar é fundamental. Quando você domina o que faz, ninguém te enrola. Mas quem faz rádio, faz por paixão e isso já une as pessoas geral”.

Além das dificuldades impostas pelo machismo, há outras que são comuns a homens e mulheres. Wal Rocha diz que “(…) as mulheres ouvintes de rádio são mais exigentes e especialmente com outras mulheres. Eram 5 locutores homens e duas mulheres, hoje só eu de mulher no ar”. Responsa, né? Val Tinoco diz que os obstáculos nesse segmento nem sempre estão ligados à problemas de gênero, e explica que os problemas advém de “gestores que criaram históricos negativos; a limitação artística frente aos departamentos comerciais. Minha visão do rádio é: o artístico cria o conteúdo pro comercial vender. Na empresa que estes dois departamentos sentam e conversam e encaram suas fraquezas e aceitam críticas, tudo flui”. Val ainda afirma que, nesse sentido, a mulher tem uma vantagem, pois consegue ter uma visão holística de tudo e, inclusive, do setor. “A dificuldade, na minha opinião não está por ser mulher, mas na forma que donos e diretores encaram a evolução, credibilidade, poder e o que o rádio representa para seus 3 clientes fundamentais: ouvinte, anunciante e artista”.

Há ainda muitos desafios pela frente para quem trabalha no rádio, independente do sexo. “Muitas emissoras, para cortar gastos, assumem uma programação automatizada 24 horas”, diz Renata. E acrescenta que “o ouvinte não quer mais uma rádio automatizada de música e hora certa, e sim uma rádio que faz o papel de companheira no seu dia-a-dia, que aborda assuntos de seu interesse”. Aliás, é isso que fazem as gestoras artísticas: pensam estrategicamente a programação e cuidam dela, para que fique com uma plástica “afinada” e detenha a atenção do ouvinte. “A qualidade nos trabalhos é fundamental”, diz Wal Rocha. “programação bem direcionada. O regionalismo do rádio com uma visão universalizada… contextualizar e não limitar”, continua.

Sem dúvidas, ter uma gestão artística arrojada e alinhada com os interesses comerciais da rádio é fundamental para seu crescimento e projeção no mercado. Como disse Val Tinoco, “o maior desafio é o artístico e o comercial se entrosarem, para [a rádio] ter melhores retornos e vender com criatividade. Este, na minha opinião, é o maior desafio do rádio”. E, plagiando Wal Rocha, “desafios são oportunidades de crescimento”! Nilzete compartilha da mesma visão quando diz que “para quem gosta de superação, os desafios estarão sempre à disposição para serem superados; isso me motiva, pois gosto de desafios”. Tinoco continua: “É um veículo que tem excelentes vendedores, mas que às vezes ficam tão sufocados em ‘bater meta’ que acabam perdendo a criatividade, ou sem tempo de sentar e buscar algo novo para seu cliente. Não estou criticando os contatos, tenho vários amigos que são e admiro, porque sei que todos adoraram entrar na minha sala e conversar sobre como melhorar a entrega pro cliente dele. Infelizmente, isso não acontece em todas as rádios. Eu tive o prazer de vivenciar isso, e o resultado é outro”.

Do lado de fora da “bolha”, ou melhor, além das dificuldades características do setor, é preciso se atentar para o ambiente de negócios. Beatris, da rádio Mundo Melhor diz que é um desafio “acompanhar atentamente o avanço tecnológico, que muito contribui para expansão do rádio”.

Certamente, todas as mudanças que ocorrem no mercado e nas forças que atuam sobre ele – neste caso, forças tecnológicas – interferem em seu equilíbrio. Nesse sentido é preciso mesmo ficar atento às tendências e cenários. O mesmo acontece para as forças econômicas: com o mundo inteiro sofrendo crise econômica, algo interfere no dia-a-dia das emissoras, até mesmo as vendas de anúncios – para mais ou para menos. Mas isso é tema pra outro Dial na Web!

 

As mulheres de Minas

Apesas de termos citado apenas algumas mulheres do Estado, há várias outras que estão na gestão das rádios de Minas Gerais:

 

As citadas:

  • Wal Rocha da rádio CentroMinas, de Curvelo
  • Renata Silva, da rádio Clube, de Curvelo
  • Valéria Tinoco, da rádio Paranaíba FM, de Uberlândia
  • Rose Barbosa, da rádio SuperSom, de Uberaba
  • Beatris Coelho, da rádio Mundo Melhor, de Governador Valadares
  • Nilza Azevedo (Nilzete), da rádio Super Minas FM, de São Gonçalo do Sapucaí

 

As não citadas:

  • Leid Carvalho da rádio Módulo, de Patrocínio
  • Eunice da PL FM, de Pedro Leopoldo
  • Maricélia da 98FM, Montes Claros
  • Carmélia da Aranãs FM, de Capelinha
  • Tetê da Max FM, Itajubá
  • Elaine da Band FM de Pou
  • Gê da 97 FM, de Frutal
  • Luciana da rádio Carijós (89FM) de Conselheiro Lafaete
  • Náide da rádio Caraça, Itabira
  • Juliana da Transamérica de Santa Bárbara
  • Maria Zilda da rádio Tropical, João Pinheiro
  • Simone e Júnia, ambas da rádio Global FM, de João Monlevade
  • Maria do Carmo da rádio Caldas de Engenheiro Caldas
  • Marisa da rádio Luz FM, de Leopoldina
  • Seluana da rádio Solar, Juiz de Fora
  • Elaine da rádio Mariana FM, de Mariana
  • Thais da rádio Portal FM, Corinto
  • Joyce Sanzone da rádio Lider FM, Uberlândia
  • Maria Efigênia da rádio Gerais FM, Coromandel
  • Indianara da rádio Musirama, Sete Lagoas
  • Rosilene Espíndola da rádio Alvorada FM, de Salinas
  • Maurília e Branda, ambas da rádio Sal FM, Salinas
  • Maria Matilde da rádio Clan FM de Nanuque
  • Cássia Menezes da rádio Antártida, Itabira
  • Marilene Moreira da rádio Liberdade, Nepomuceno
  • Sirlene da rádio Exclusiva FM, Três Pontas
  • Seila Mara da rádio Melodia FM, Varginha
  • Tida da rádio Tropical, Três Corações
  • Estela Mares da rádio Serra Negra FM, de Alterosa
  • Adrielle da rádio Vida FM, de Passos
  • Rosinha e Marlete, ambas da rádio Piumhi FM

 

Se deixamos de citar alguma, pedimos desculpas!

Agenda
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  • Edney da Lima Duarte FM
    02/12
  • Jones da 98FM, Diamantina.
    02/12
  • Ottorino da Alternativa FM, Januária
    06/12
  • Joca Ribeiro da Plan Music
    07/12
  • Juninho da Líder FM, Formiga
    10/12
  • Wesley (Lezinho) Portugal, rádio de Cidade FM de Campos Gerais
    12/12
  • Luciana da Carijós FM, Conselheiro Lafaete
    16/12
  • Tarcísio da rádio Cidade, Diamantina
    17/12
  • Ricardo Miranda de Cataguases (Sistema Multisom)
    18/12
  • Luiz Roberto da rádio Fama
    20/12
  • Armando Campos da 107FM, Juiz de Fora
    24/12
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